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Otan lança ultimato: Brasil, China e Índia na mira por apoio à Rússia

Mark Rutte alerta que Brasil, Índia e China podem sofrer punições econômicas se Rússia não avançar nas negociações de paz com a Ucrânia

🕒 Publicado em 15/07/2025 às 20:36

Durante visita aos Estados Unidos nesta terça-feira (15), o novo secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, fez um alerta direto a países como Brasil, China e Índia: se a Rússia não der sinais concretos de aceitar um acordo de paz com a Ucrânia nos próximos 50 dias, esses países podem enfrentar sanções econômicas severas.

Segundo Rutte, as sanções seriam aplicadas como forma de “pressão secundária” a aliados e parceiros comerciais de Moscou que, mesmo diante da guerra, seguem mantendo relações com o governo de Vladimir Putin. A declaração foi feita em Washington após encontros com congressistas norte-americanos e com o presidente Donald Trump.

“Se a Rússia não levar a sério as negociações de paz, Trump aplicará sanções secundárias a países como Índia, China e Brasil. O meu recado é claro: falem com Putin, incentivem um cessar-fogo, porque se não fizerem isso, sentirão os efeitos diretamente”, afirmou Rutte a jornalistas.

Tarifa de até 100% e tensão com o BRICS

O presidente Trump, que já havia se posicionado de forma mais agressiva contra a Rússia, reforçou na segunda-feira (14) que dará um prazo de 50 dias para que Moscou aceite discutir um cessar-fogo — sob pena de enfrentar tarifas comerciais que podem chegar a 100%.

O discurso do líder republicano não se limita apenas à Rússia. Ele estuda aplicar tarifas semelhantes a países que continuam negociando com o Kremlin, mesmo durante o conflito. O trio formado por Brasil, China e Índia, integrantes do bloco BRICS, foi citado diretamente como alvo dessa possível escalada econômica.

Segundo Rutte, o objetivo é isolar economicamente o governo russo e acelerar o fim do conflito no leste europeu por meio de pressão indireta sobre seus parceiros mais próximos.

Brasil já sofre impactos

O Brasil, inclusive, já começou a sentir os efeitos dessa postura mais dura dos EUA. No dia 9 de julho, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, citando como justificativa a instabilidade institucional no país e o julgamento de Jair Bolsonaro, ex-presidente acusado de tentar promover um golpe de Estado em 2022.

Na ocasião, Trump enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressando seu descontentamento com o rumo político brasileiro e justificando a medida como uma resposta às tensões internas.

As novas ameaças da OTAN, agora sob comando de Mark Rutte, ampliam ainda mais a pressão sobre o Brasil, que se vê diante do desafio de manter sua autonomia diplomática sem comprometer sua estabilidade econômica e comercial.

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