A Rússia realizou uma nova onda de ataques contra a Ucrânia na madrugada desta quarta-feira (7), utilizando mísseis e drones contra diferentes regiões do país. Segundo autoridades ucranianas, pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
Um dos ataques mais graves ocorreu na cidade de Pryluky, no norte da Ucrânia. Um míssil atingiu um edifício residencial de cinco andares, provocando o desabamento de várias partes da estrutura e deixando pelo menos 14 mortos, entre eles quatro crianças.
Equipes de emergência foram mobilizadas para procurar vítimas e sobreviventes entre os escombros. Imagens mostraram socorristas utilizando escadas para alcançar os andares superiores das partes que permaneceram de pé.
De acordo com o governador regional, Vyacheslav Chaus, aproximadamente 40 pessoas ficaram feridas no ataque.
Outras cidades também foram atingidas
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que outras seis pessoas morreram em ataques registrados em Kiev, Oleksandria e Kremenchuk.
Segundo Zelenskiy, a ofensiva contou com aproximadamente 70 mísseis, muitos deles balísticos. O presidente afirmou que a infraestrutura energética estava entre os principais alvos da operação russa.
Zelenskiy também declarou que o ataque ocorreu no mesmo dia do aniversário do presidente russo, Vladimir Putin.
“Este foi um dos ataques mais vis: 70 mísseis no total, muitos deles balísticos”, afirmou o presidente ucraniano em uma publicação no Telegram.
Rússia afirma ter realizado ataque contra instalações militares
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a realização de um “ataque massivo” contra instalações militares e industriais em Kiev e em outras regiões da Ucrânia.
Segundo a pasta, foram utilizadas armas de alta precisão lançadas por terra, mar e ar, além de drones.
A versão apresentada pelo governo russo aponta que os alvos eram estruturas militares e industriais. As autoridades ucranianas, por outro lado, relataram impactos em áreas residenciais e infraestrutura civil.
Ucrânia afirma ter interceptado mais de 80% dos drones
A Força Aérea da Ucrânia informou ter derrubado pouco mais de 80% dos 46 drones a jato lançados pela Rússia durante a ofensiva.
O índice representa um aumento em relação às últimas semanas, quando as defesas aéreas ucranianas vinham interceptando, em média, entre 50% e 60% dos drones.
Desde o verão no hemisfério norte, a Rússia tem ampliado o emprego de drones de alta velocidade em ataques contra Kiev e outras cidades ucranianas. A utilização desses equipamentos tem aumentado a pressão sobre os sistemas de defesa aérea do país.
A Força Aérea ucraniana não explicou imediatamente o motivo do aumento na taxa de interceptação.
Mísseis balísticos continuam sendo desafio
Zelenskiy afirmou que os mísseis balísticos russos continuam entre os principais desafios para as defesas ucranianas.
O presidente disse ainda que sua equipe busca diariamente sistemas Patriot capazes de interceptar esse tipo de armamento e proteger a população.
Fabricado nos Estados Unidos, o sistema Patriot é apontado como a principal arma disponível para a Ucrânia contra mísseis balísticos de alta velocidade. O texto enviado também destaca que os estoques globais desses sistemas estão reduzidos devido à demanda provocada pelos conflitos no Irã e na Ucrânia.
Ataques provocam cortes emergenciais de energia
O Ministério da Energia da Ucrânia informou que começou a implementar cortes parciais e emergenciais no fornecimento de eletricidade em cinco regiões do país.
A medida foi adotada após os ataques atingirem estruturas relacionadas ao sistema energético ucraniano.
A nova ofensiva ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia e representa mais um episódio de ataques de grande escala contra diferentes regiões do território ucraniano.




