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Ataques russos deixam ao menos 20 mortos e atingem prédios e energia na Ucrânia

Bombardeios durante a madrugada atingiram áreas residenciais e estruturas estratégicas; entre as vítimas estão quatro crianças

🕒 Publicado em 07/10/2026 às 09:35

A Rússia realizou uma nova onda de ataques contra a Ucrânia na madrugada desta quarta-feira (7), utilizando mísseis e drones contra diferentes regiões do país. Segundo autoridades ucranianas, pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

Um dos ataques mais graves ocorreu na cidade de Pryluky, no norte da Ucrânia. Um míssil atingiu um edifício residencial de cinco andares, provocando o desabamento de várias partes da estrutura e deixando pelo menos 14 mortos, entre eles quatro crianças.

Equipes de emergência foram mobilizadas para procurar vítimas e sobreviventes entre os escombros. Imagens mostraram socorristas utilizando escadas para alcançar os andares superiores das partes que permaneceram de pé.

De acordo com o governador regional, Vyacheslav Chaus, aproximadamente 40 pessoas ficaram feridas no ataque.

Outras cidades também foram atingidas

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que outras seis pessoas morreram em ataques registrados em Kiev, Oleksandria e Kremenchuk.

Segundo Zelenskiy, a ofensiva contou com aproximadamente 70 mísseis, muitos deles balísticos. O presidente afirmou que a infraestrutura energética estava entre os principais alvos da operação russa.

Zelenskiy também declarou que o ataque ocorreu no mesmo dia do aniversário do presidente russo, Vladimir Putin.

“Este foi um dos ataques mais vis: 70 mísseis no total, muitos deles balísticos”, afirmou o presidente ucraniano em uma publicação no Telegram.

Rússia afirma ter realizado ataque contra instalações militares

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a realização de um “ataque massivo” contra instalações militares e industriais em Kiev e em outras regiões da Ucrânia.

Segundo a pasta, foram utilizadas armas de alta precisão lançadas por terra, mar e ar, além de drones.

A versão apresentada pelo governo russo aponta que os alvos eram estruturas militares e industriais. As autoridades ucranianas, por outro lado, relataram impactos em áreas residenciais e infraestrutura civil.

Ucrânia afirma ter interceptado mais de 80% dos drones

A Força Aérea da Ucrânia informou ter derrubado pouco mais de 80% dos 46 drones a jato lançados pela Rússia durante a ofensiva.

O índice representa um aumento em relação às últimas semanas, quando as defesas aéreas ucranianas vinham interceptando, em média, entre 50% e 60% dos drones.

Desde o verão no hemisfério norte, a Rússia tem ampliado o emprego de drones de alta velocidade em ataques contra Kiev e outras cidades ucranianas. A utilização desses equipamentos tem aumentado a pressão sobre os sistemas de defesa aérea do país.

A Força Aérea ucraniana não explicou imediatamente o motivo do aumento na taxa de interceptação.

Mísseis balísticos continuam sendo desafio

Zelenskiy afirmou que os mísseis balísticos russos continuam entre os principais desafios para as defesas ucranianas.

O presidente disse ainda que sua equipe busca diariamente sistemas Patriot capazes de interceptar esse tipo de armamento e proteger a população.

Fabricado nos Estados Unidos, o sistema Patriot é apontado como a principal arma disponível para a Ucrânia contra mísseis balísticos de alta velocidade. O texto enviado também destaca que os estoques globais desses sistemas estão reduzidos devido à demanda provocada pelos conflitos no Irã e na Ucrânia.

Ataques provocam cortes emergenciais de energia

O Ministério da Energia da Ucrânia informou que começou a implementar cortes parciais e emergenciais no fornecimento de eletricidade em cinco regiões do país.

A medida foi adotada após os ataques atingirem estruturas relacionadas ao sistema energético ucraniano.

A nova ofensiva ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia e representa mais um episódio de ataques de grande escala contra diferentes regiões do território ucraniano.

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