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PF investiga presidente da CBF e deputada do MDB por suspeita de compra de votos em Roraima

Operação cumpre mandados no Rio de Janeiro e em Roraima; R$ 10 milhões foram bloqueados em contas dos investigados

🕒 Publicado em 30/07/2025 às 14:22

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30), a Operação Caixa Preta, que investiga um suposto esquema de compra de votos ligado às eleições municipais de 2024 em Roraima. A ação mira figuras de destaque da política e do empresariado local, entre elas o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, e a deputada federal Helena da Asatur (MDB), além do marido dela, o empresário Renildo Lima.

As equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em Roraima e também na sede da CBF, no Rio de Janeiro. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões nas contas dos suspeitos.

As investigações começaram no ano passado, após a prisão de Renildo Lima em flagrante com R$ 500 mil em espécie. Parte do valor estava escondida na cueca dele. A suspeita é de que o dinheiro seria usado para cooptar eleitores em troca de apoio político.

Helena da Asatur é empresária do setor de transportes e está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2022, ela declarou R$ 10 milhões em patrimônio e foi eleita com pouco mais de 15 mil votos. Ao lado do marido, comanda a Asatur, empresa avaliada em R$ 11 milhões, e a Voare Táxi Aéreo, considerada a única do tipo operando em Roraima.

O médico Samir Xaud, atual presidente da CBF, foi eleito para o cargo em maio deste ano. Antes disso, tentou se eleger deputado federal em 2022, sem sucesso. Ele é filho de Zeca Xaud, que preside a Federação Roraimense de Futebol há quase 50 anos.

Apesar do cumprimento de mandados na sede da CBF, a entidade afirmou, por meio de nota, que a operação não tem relação com o futebol brasileiro. A instituição garantiu que nenhum equipamento foi apreendido e que Samir Xaud colaborará com as investigações.

A operação também teve como alvo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Roraima, Igo Brasil, além de outros nomes ligados ao núcleo político e empresarial do estado. A PF apura indícios de crimes eleitorais e lavagem de dinheiro.

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