quinta-feira, setembro 3, 2026
35 C
Cuiabá
spot_img
NOTÍCIAMPRJ denuncia oito pessoas por suposta lavagem de dinheiro ligada ao jogo...

MPRJ denuncia oito pessoas por suposta lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e bets

Investigação aponta que pelo menos R$ 5,2 milhões teriam sido ocultados e posteriormente utilizados em operação envolvendo empresa de apostas

🕒 Publicado em 03/09/2026 às 09:07

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas suspeitas de participar de um esquema que teria utilizado empresas de apostas esportivas online para movimentar e dar aparência legal a recursos provenientes do jogo do bicho.

A investigação é conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o Ministério Público, o grupo teria ocultado ou dissimulado ilegalmente pelo menos R$ 5,2 milhões.

Foram denunciados Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza.

Operação cumpriu mandados em três estados

Durante a investigação, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes endereços do Rio de Janeiro, incluindo as regiões da Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e Centro.

Também foram realizadas diligências nos estados do Paraná e de Goiás, com apoio dos respectivos Ministérios Públicos.

A Justiça, a pedido do MPRJ, determinou ainda a suspensão das atividades e dos cadastros nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações.

A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro, fazendo com que o caso avance para a fase judicial.

Recursos do jogo do bicho teriam sido direcionados para bets

De acordo com a denúncia, valores supostamente originários da contravenção seriam incorporados ao sistema financeiro formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, administrada pela empresa Lema Administração e Participações S/A.

Para realizar as movimentações, os investigadores apontam a utilização de diferentes empresas e de pessoas que seriam utilizadas como intermediárias ou “laranjas”.

Entre as empresas citadas na investigação estão a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações.

Movimentação de R$ 5,2 milhões chamou atenção

O rastreamento das operações financeiras identificou uma movimentação considerada central para a investigação.

Segundo o MPRJ, em 6 de maio de 2024, a Lema Administração e Participações recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões cada, totalizando R$ 5 milhões.

Um dos valores teria sido enviado por João Eric Lourenço da Silva. O outro teria origem na Apoio Consultoria Financeira, empresa atribuída aos denunciados Ana Paula Batista Vitorino e João Victor de Araujo Souza.

Ainda conforme a denúncia, no mesmo dia a Lema realizou uma transferência de R$ 5,2 milhões para a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).

O dinheiro teria sido utilizado no pagamento da outorga necessária para a exploração de apostas de cota fixa.

Investigação segue na Justiça

Para o Ministério Público, a movimentação financeira faz parte de uma estrutura criada para inserir recursos supostamente provenientes do jogo do bicho na economia formal por meio do setor de apostas online.

Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os envolvidos passam a responder judicialmente pelas acusações apresentadas pelo MPRJ.

As suspeitas ainda serão analisadas no decorrer do processo, cabendo à Justiça avaliar as provas e definir eventual responsabilidade criminal dos denunciados.

**Informações via Agência Brasil

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS