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CNPq abre edital com R$ 60 milhões para pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

Chamada pública financiará estudos voltados ao desenvolvimento de tecnologias e soluções para o SUS, com inscrições abertas até 12 de agosto

🕒 Publicado em 03/08/2026 às 10:04

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu uma chamada pública para financiar pesquisas científicas e o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores voltados à endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. A iniciativa busca incentivar estudos com potencial de aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS).

As inscrições estão abertas até o dia 12 de agosto e os projetos selecionados contarão com investimento total de R$ 60 milhões.

Do montante, R$ 50 milhões serão destinados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), enquanto outros R$ 10 milhões serão aportados pelo Grupo Alana.

Além do financiamento das pesquisas, a iniciativa prevê a criação de uma rede nacional estruturante para integrar os projetos contemplados e fortalecer a produção científica sobre o tema no país.

Pesquisas serão divididas em cinco áreas

Conforme o edital, as propostas deverão estar enquadradas em um dos cinco eixos temáticos definidos pelo programa:

  • Causa e prevenção;
  • Diagnóstico;
  • Tratamento;
  • Biorrepositório (coleção de materiais biológicos utilizada em pesquisas);
  • Impacto social.

Segundo o Grupo Alana, a inclusão do eixo voltado ao impacto social amplia o alcance das pesquisas ao considerar não apenas os aspectos clínicos da endometriose, mas também seus efeitos na qualidade de vida, educação e trabalho.

Quem pode participar

O edital estabelece que o coordenador responsável pela proposta deve possuir título de doutor e manter vínculo formal com a instituição responsável pela execução da pesquisa.

Os projetos aprovados terão seus resultados divulgados no dia 2 de dezembro.

Pesquisa aponta impacto da dor menstrual

Dados divulgados em 2026 pelo Grupo Alana e pelo Instituto Equidade.info mostram que seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam sentir cólicas moderadas ou intensas, capazes de prejudicar a rotina escolar e exigir o uso de medicamentos.

O levantamento também revela que quatro em cada dez alunas faltam às aulas todos os meses em razão das dores menstruais.

Além dos impactos na educação, as cólicas intensas — um dos principais sintomas da endometriose — também afetam a vida profissional. Segundo o estudo, mulheres com o problema podem perder, em média, até 10,8 horas de trabalho por semana.

A expectativa é que os investimentos contribuam para ampliar o conhecimento científico sobre a doença, aprimorar o diagnóstico precoce e desenvolver novas estratégias de prevenção e tratamento, beneficiando pacientes atendidos pelo SUS em todo o país.

*Informações via Agência Brasil

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