Durante evento no Palácio Paiaguás, na última quarta-feira (16), o vice-governador Otaviano Pivetta apresentou um panorama dos avanços na segurança pública de Mato Grosso, destacando a atuação firme contra o crime organizado e o fortalecimento das forças policiais. Na ocasião, foram entregues 1.950 pistolas Glock para agentes do sistema prisional, representando um investimento de R$ 3,8 milhões.
Pivetta afirmou que a virada na segurança teve início em 2019, quando o Governo do Estado decidiu priorizar a área com recursos robustos, valorização profissional e investimentos em tecnologia e estrutura.
“Quando assumimos, sabíamos das dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança. Faltavam equipamentos, estrutura e apoio. Isso mudou. Hoje, temos uma polícia mais respeitada, equipada e preparada para enfrentar o crime”, afirmou o vice-governador.
Investimento recorde e números expressivos
Desde 2019, mais de R$ 1,7 bilhão foi destinado à segurança pública — o maior volume já registrado no Estado. Segundo Pivetta, esse investimento vem produzindo resultados concretos, tanto no combate ao crime quanto na autoestima das corporações.
O programa Tolerância Zero, carro-chefe da ofensiva contra facções criminosas, já realizou 405 operações em sete meses, com os seguintes resultados:
- 12,6 toneladas de drogas apreendidas
- 2.387 celulares e 907 chips retirados de circulação
- 33 drones, 248 armas artesanais e R$ 1 milhão em espécie apreendidos
- R$ 124,6 milhões em bens bloqueados, incluindo imóveis, carretas e aeronaves
- 757 integrantes de facções presos
Queda nos índices de violência
Os efeitos também se refletem nas estatísticas. Segundo dados do Observatório de Segurança Pública da SESP-MT, o Estado registrou:
- 30% de redução em homicídios dolosos
- 44% a menos em casos de latrocínio
- 25% de queda nas lesões corporais seguidas de morte
- 81,5% de redução na entrada de celulares nos presídios
- 62,85% menos fugas no sistema penitenciário
Além disso, o programa frustrou 56 tentativas de invasão de propriedades rurais, todas com 100% de resolução.
Legado de valorização
Para Pivetta, os avanços representam não apenas uma reestruturação da segurança pública, mas um legado de valorização das forças que protegem a população.
“Estamos deixando um modelo consolidado: investir, equipar e reconhecer quem coloca a vida em risco para garantir a ordem. A resposta está nos números e na sensação de segurança que voltou às ruas”, finalizou.




