Um prédio residencial de sete andares desabou nesta quarta-feira (16) na Faixa de Gaza, deixando pelo menos 20 mortos, entre eles cinco crianças. O imóvel abrigava mais de 10 famílias, totalizando aproximadamente 100 pessoas, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil do território palestino.
O edifício já apresentava danos provocados por um bombardeio israelense. Após o desabamento, equipes de emergência iniciaram as buscas por moradores que permaneceram presos sob os escombros.
Segundo Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil, 20 corpos haviam sido retirados até o momento. De acordo com ele, ainda existem dezenas de pessoas desaparecidas e outras vítimas podem estar sob a estrutura destruída.
Além dos mortos, 14 sobreviventes foram resgatados com ferimentos durante os trabalhos de emergência.
Equipes ainda procuram sobreviventes
As operações de resgate continuam, mas enfrentam dificuldades devido à falta de equipamentos e máquinas apropriadas para remover os escombros.
Apesar das condições adversas, as equipes mantêm a esperança de localizar outras pessoas com vida. Segundo a Defesa Civil, ainda era possível ouvir vozes vindas debaixo da estrutura.
A situação também mobilizou organizações das Nações Unidas, que participam dos esforços de emergência no local.
Falta de equipamentos dificulta operação
O chefe do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza, Alessandro Mrakic, afirmou que a ausência de equipamentos adequados torna o trabalho ainda mais complexo.
Segundo ele, algumas pessoas estão utilizando as próprias mãos para tentar retirar os escombros e alcançar possíveis sobreviventes.
Mrakic também alertou para a existência de aproximadamente 400 edifícios com risco de desabamento. A chegada do inverno aumenta a preocupação, já que as condições climáticas podem agravar a situação das estruturas que permanecem danificadas.
Milhares de famílias vivem em prédios danificados
Após o desabamento, autoridades locais voltaram a orientar os moradores a evitar construções que tenham sido destruídas ou apresentem danos estruturais.
De acordo com estimativas do serviço de resgate local, cerca de 2 mil prédios danificados durante a guerra ainda são ocupados por famílias.
Nos últimos meses, moradores relataram à Reuters que passaram a utilizar construções parcialmente destruídas como abrigo diante das condições climáticas e da dificuldade para conseguir novas tendas.
Para representantes humanitários da ONU, a situação evidencia os riscos enfrentados diariamente por famílias que não encontram alternativas adequadas de moradia.
Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para o território palestino, afirmou que a tragédia reforça a necessidade de oferecer opções de abrigo mais seguras para a população afetada.
Tragédia expõe crise de moradia e segurança
O desabamento ocorre em um cenário marcado pela destruição de estruturas residenciais e pela necessidade de milhares de pessoas continuarem vivendo em locais que apresentam diferentes níveis de danos.
Enquanto as equipes seguem trabalhando entre os escombros em busca de possíveis sobreviventes, o episódio volta a chamar atenção para as condições de segurança enfrentadas pela população que permanece em áreas afetadas pelo conflito.




