O número de mortos na colisão entre dois trens na Espanha chegou a 69 nesta quinta-feira (29). A tragédia mobilizou equipes de emergência, que continuam as buscas entre os destroços na tentativa de localizar possíveis sobreviventes e confirmar se todas as vítimas foram encontradas.
Mais de 100 pessoas ficaram feridas, e as autoridades alertam que o balanço de mortos ainda pode aumentar. O acidente provocou comoção no país e se tornou o segundo desastre ferroviário fatal envolvendo trens de alta velocidade registrado na Espanha neste ano.
Resgate mobiliza centenas de profissionais
As operações de busca e salvamento continuam concentradas nos vagões danificados, incluindo um que permanece tombado. Os trabalhos contam com guindastes, três helicópteros, drones e cães farejadores, além da participação de mais de 800 militares e profissionais de resgate.
O aumento no número de vítimas foi informado pelo presidente do governo regional de Castela-Mancha, Emiliano García-Page, após a localização de restos mortais durante as buscas realizadas ao longo da noite.
A porta-voz do governo regional, Esther Padilla, afirmou que as equipes trabalham com cautela porque ainda não é possível descartar a presença de vítimas presas nas estruturas retorcidas dos trens.
Segundo ela, os cães farejadores foram mobilizados para auxiliar nas buscas e retornariam ao local nesta quinta-feira para verificar se ainda havia pessoas entre os destroços.
Primeiro-ministro promete esclarecer as causas
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o governo trabalhará para esclarecer todos os detalhes do acidente e reforçar as medidas de segurança ferroviária.
Durante um pronunciamento nesta quinta-feira, o chefe de governo destacou que diferentes instituições públicas estão mobilizadas tanto para prestar assistência às famílias quanto para investigar as circunstâncias da tragédia.
Sánchez afirmou que, neste momento, a prioridade é localizar todas as vítimas e concluir as operações de resgate. Após essa etapa, o governo pretende concentrar esforços na apuração das causas da colisão e na busca por medidas para evitar acidentes semelhantes.
O primeiro-ministro também mencionou a intenção de buscar indenizações para as famílias das vítimas.
Investigação deve esclarecer o que provocou a colisão
As autoridades ainda precisam determinar quais fatores contribuíram para o acidente. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da colisão e identificar eventuais falhas ou responsabilidades.
Enquanto os trabalhos continuam, as equipes de emergência seguem atuando em meio aos destroços, diante da possibilidade de encontrar novas vítimas.
A tragédia reacendeu a preocupação com a segurança do transporte ferroviário de alta velocidade na Espanha e colocou em evidência a necessidade de esclarecer o ocorrido e avaliar medidas para prevenir novos acidentes.




