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NOTÍCIAAnvisa proíbe suplementos das marcas SharkPro e Newfit por irregularidades

Anvisa proíbe suplementos das marcas SharkPro e Newfit por irregularidades

Fiscalização identificou falhas de controle de qualidade e, no caso da Newfit, indícios de adulteração e presença de substâncias não declaradas nos rótulos.

🕒 Publicado em 17/08/2026 às 09:15

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas medidas contra suplementos alimentares considerados irregulares. As ações atingem produtos das marcas SharkPro e Newfit, que tiveram fabricação, comercialização e uso proibidos conforme resoluções publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União.

A fiscalização identificou problemas relacionados à fabricação, armazenamento, controle de qualidade e rotulagem. No caso da Newfit, a situação é ainda mais grave: análises apontaram indícios de adulteração, com substâncias encontradas nos produtos que não estavam informadas nas embalagens.

A Anvisa orienta consumidores a verificarem a regularização dos suplementos antes da compra e do consumo. A agência mantém uma ferramenta oficial para consulta de produtos irregulares e informações sobre a situação de suplementos alimentares.

Fiscalização encontrou falhas em produtos SharkPro

Uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, no interior de São Paulo, identificou diversas irregularidades relacionadas aos produtos da SharkPro.

Entre os problemas encontrados estão a ausência de controle de qualidade, armazenamento inadequado de matérias-primas, falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos e ausência de estudos de estabilidade dos suplementos.

Também foram identificadas falhas nas informações de rotulagem.

No produto 100% Whey Protein sabor paçoca, não havia a declaração obrigatória relacionada a alergênicos. Já na versão 100% Whey Protein sabor leite, foi apontada a ausência do aviso referente à possibilidade de contaminação cruzada.

Outros produtos, como Good Night, Good Morning e Testo Clinic, também apresentaram problemas de regularização.

Diante das irregularidades, a Anvisa determinou o recolhimento dos suplementos da marca até nova determinação.

Newfit é alvo de apreensão

A situação envolvendo a Newfit, pertencente à empresa RBB Top New, envolve suspeita de adulteração.

Segundo a documentação apresentada no caso, todos os lotes do suplemento foram apreendidos durante a ação de fiscalização.

Uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou diferenças entre as informações apresentadas nos rótulos e a composição encontrada nos produtos.

Substâncias foram encontradas sem indicação no rótulo

De acordo com o relatório de identificação de substâncias e avaliação de risco regulatório, foram encontradas no produto substâncias que não apareciam na composição declarada na embalagem.

Entre elas estão:

  • Sibutramina;
  • Fluoxetina;
  • Furosemida.

Ao mesmo tempo, substâncias mencionadas nos rótulos não foram identificadas na composição analisada, entre elas:

  • Chlorella;
  • Spirulina;
  • Extrato de cúrcuma;
  • Psyllium;
  • Crômio.

A presença de substâncias não declaradas é uma questão relevante de segurança sanitária. A própria Anvisa alerta que suplementos irregulares podem apresentar ingredientes não autorizados ou substâncias que não passaram pela avaliação necessária de segurança.

Produtos não podem ser fabricados ou vendidos

Com a determinação da Anvisa, os produtos da Newfit atingidos pela medida não podem ser produzidos ou comercializados até uma nova decisão da agência.

A medida busca impedir que produtos considerados irregulares continuem disponíveis aos consumidores enquanto as autoridades avaliam a situação e adotam as providências sanitárias necessárias.

A Anvisa mantém uma consulta oficial na qual o consumidor pode verificar se determinado suplemento está regularizado. Produtos autorizados podem ser identificados por meio do sistema de consulta da agência, enquanto produtos inativos ou classificados como irregulares não devem ser comercializados.

Empresas ainda podem se manifestar

As empresas citadas foram procuradas para apresentar posicionamento sobre as medidas e as irregularidades apontadas. Até o momento, não havia sido informado um posicionamento das fabricantes.

A recomendação aos consumidores é não utilizar produtos que estejam sob determinação de recolhimento ou proibição e procurar orientação profissional em caso de dúvidas sobre suplementos alimentares.

CNN Brasil

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