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NOTÍCIAPolícia Federal investiga suspeitas de fraudes bilionárias ligadas ao caso Americanas

Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes bilionárias ligadas ao caso Americanas

Operação cumpre mandados no Rio de Janeiro e em São Paulo e mira executivos, ex-conselheiros e acionistas em nova fase das investigações

🕒 Publicado em 25/06/2026 às 14:29

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (25), uma nova ofensiva para aprofundar as investigações sobre as fraudes contábeis que culminaram na recuperação judicial da Americanas. A operação cumpre nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de solicitar o bloqueio de aproximadamente R$ 54 bilhões em bens e ativos financeiros.

A ação representa um desdobramento das investigações iniciadas em 2024 e foi autorizada pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Entre os investigados estão executivos de grandes instituições financeiras, ex-integrantes da administração da Americanas e acionistas ligados ao grupo controlador da companhia.

Alvos da operação

Os mandados atingem:

  • Alexandre Abdo, executivo do Santander;
  • André Almeida, executivo do Santander;
  • Carlos Alberto Sicupira, acionista da Americanas;
  • Carlos Henrique Villela Pedras, executivo do Bradesco;
  • Eduardo Saggioro, ex-integrante do conselho da Americanas;
  • Gustavo Balassiano, executivo do Itaú;
  • José Rudge, executivo do Itaú;
  • Paulo Alberto Lemann, ex-conselheiro da Americanas e filho do empresário Jorge Paulo Lemann;
  • Sérgio Rial, ex-presidente da Americanas e ex-CEO do Santander.

Investigação apura conhecimento sobre fraudes

De acordo com a Polícia Federal, as apurações buscam esclarecer se os investigados tinham conhecimento das supostas irregularidades contábeis praticadas durante anos pela varejista.

Entre os fatos investigados estão operações de risco sacado e contratos de Verba de Propaganda Cooperada (VPC), que, segundo os investigadores, teriam sido registrados sem respaldo econômico.

As suspeitas envolvem, em tese, os crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Empresa afirma que não é alvo

Em nota oficial, a Americanas informou que não é alvo da operação e declarou que continuará colaborando com as autoridades, ressaltando ser a principal interessada no completo esclarecimento dos fatos.

A companhia enfrenta um processo de recuperação judicial desde a revelação de inconsistências contábeis estimadas em cerca de R$ 20 bilhões.

Também por meio de nota, a LTS, holding que reúne Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, afirmou ter sido surpreendida pela operação e reiterou que seus acionistas de referência foram enganados pela antiga diretoria da empresa.

Segundo a manifestação, o grupo afirma colaborar com as investigações desde janeiro de 2023, quando tomou conhecimento das fraudes contábeis, e informou que ainda aguarda acesso integral à decisão judicial para eventual posicionamento complementar.

Até a última atualização, os demais investigados não haviam se manifestado sobre a operação.

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