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NOTÍCIAComitê nacional é criado para impulsionar financiamento da economia circular no Brasil

Comitê nacional é criado para impulsionar financiamento da economia circular no Brasil

Nova iniciativa reúne especialistas, bancos, agências de fomento e entidades econômicas para ampliar investimentos em modelos produtivos sustentáveis

🕒 Publicado em 25/06/2026 às 14:51

O Brasil dá mais um passo na consolidação da economia circular com a criação do Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC), que será oficialmente instalado nesta sexta-feira (25), em Brasília. A iniciativa busca desenvolver mecanismos de financiamento capazes de acelerar investimentos em projetos sustentáveis e ampliar a adoção de modelos produtivos voltados ao reaproveitamento de recursos.

O colegiado reunirá representantes de instituições financeiras, economistas, agências de desenvolvimento, indústrias e entidades ligadas ao setor econômico. A proposta é fortalecer o ambiente de negócios da economia circular e criar instrumentos que tornem esse modelo mais competitivo no país.

Idealizado pelo Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec), o CBFC promoverá quatro encontros anuais com a participação de integrantes da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), da Aliança Brasileira em Finanças e Investimentos Sustentáveis (Brasfi), do Conselho Federal de Economia (Confecon) e do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP).

Segundo a presidente do Ibec, Beatriz Luz, o segmento já avançou em debates sobre regulamentação, políticas públicas e desenvolvimento tecnológico. Agora, o desafio é transformar a economia circular em uma estratégia capaz de atrair investimentos e ampliar a competitividade das empresas.

A primeira reunião ocorrerá na sede da Delegação da União Europeia, em Brasília, marcando o início da execução do Plano de Ação de Economia Circular, que estabelece metas para os próximos dez anos.

De acordo com Beatriz, a intenção é ampliar o debate para além da gestão de resíduos e embalagens, envolvendo setores como agronegócio, construção civil, mineração e outras cadeias produtivas que podem incorporar práticas circulares em seus processos.

Modelo sustentável ganha força

Na economia circular, os recursos deixam de seguir o modelo tradicional de extração, uso e descarte. Em vez disso, materiais e produtos são recuperados, reutilizados e reinseridos na cadeia produtiva, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

Para os integrantes do novo comitê, a adoção desse modelo tornou-se uma necessidade diante da crescente pressão sobre os recursos naturais e dos desafios relacionados às mudanças climáticas.

O presidente do Corecon-SP, Haroldo da Silva, destaca que a transição exige novos instrumentos financeiros, metodologias de avaliação de riscos e políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis de forma efetiva.

Já o diretor executivo da Brasfi, Leonardo Lima, ressalta que o sucesso da iniciativa dependerá não apenas da criação de linhas de financiamento específicas, mas também da formação de profissionais preparados para avaliar oportunidades, riscos e modelos de negócios alinhados aos princípios da economia circular.

O CBFC pretende atuar como um elo entre os diferentes setores envolvidos nesse processo, estimulando investimentos capazes de acelerar a transição para uma economia mais sustentável e eficiente no uso dos recursos.

**Informações via Agência Brasil

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