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NOTÍCIAMaduro mobiliza milícias em reação a pressões dos EUA

Maduro mobiliza milícias em reação a pressões dos EUA

Presidente da Venezuela convoca 4,5 milhões de milicianos após aumento da recompensa americana por sua captura

🕒 Publicado em 19/08/2025 às 09:02

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira a mobilização de 4,5 milhões de integrantes da Milícia Bolivariana, como resposta ao que classificou como novas ameaças dos Estados Unidos. A declaração ocorreu dias após o governo norte-americano elevar para 50 milhões de dólares o valor oferecido por informações que levem à prisão ou condenação do líder venezuelano, além do início de uma operação militar antidrogas no Caribe.

Durante um pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Maduro afirmou que colocará em prática um plano especial para posicionar as milícias em todo o país, com unidades armadas e preparadas para atuar ao lado das Forças Armadas. Criada por Hugo Chávez, a Milícia Bolivariana faz parte da estrutura da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e conta com cerca de 5 milhões de membros, segundo o governo.

Maduro aproveitou o discurso para agradecer o apoio recebido de setores militares e políticos aliados, e pediu o avanço na organização de milícias camponesas e operárias. “Fuzis e mísseis para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, declarou o presidente, conclamando o engajamento popular.

A decisão de mobilizar as milícias ocorre após o governo dos EUA, ainda sob a gestão de Donald Trump, reforçar as acusações de que Maduro estaria envolvido com o narcotráfico. Segundo o Departamento de Justiça americano, o presidente venezuelano representa uma ameaça à segurança nacional. Já sob a presidência de Joe Biden, os Estados Unidos mantiveram a recompensa de 25 milhões de dólares por informações sobre Maduro.

Em resposta às medidas, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, fez uma aparição pública classificando as ações dos EUA como ilegais e interferência direta nos assuntos internos do país. O general também foi incluído na lista de recompensas oferecidas por Washington, assim como Diosdado Cabello Rondón, do Ministério do Interior e Justiça.

Padrino criticou duramente a postura americana, chamando as acusações de “fantasiosas” e comparando a estratégia à de antigos filmes de faroeste. Para ele, trata-se de uma tentativa desesperada de desestabilização que fere o princípio da autodeterminação dos povos.

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