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David Araújo foi torturado, amarrado e morto com golpes de faca por suspeita de envolvimento com facção rival; ossada foi achada cinco meses depois.

🕒 Publicado em 16/07/2025 às 18:30

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quarta-feira (16), dois homens envolvidos na morte violenta de David Araújo dos Santos, de 24 anos, ocorrida em novembro de 2024 em Nova Mutum. A vítima, que estava desaparecida há cinco meses, teve a ossada localizada em abril deste ano numa região de mata conhecida como “Linha do Lixão”.

De acordo com o delegado Jean Paulo Ferreira Nascimento, a investigação confirmou que David foi brutalmente assassinado com diversos golpes de faca, tendo inclusive o pescoço cortado. O crime, segundo a polícia, foi motivado por uma suposta ligação da vítima com uma facção rival, já que ele havia vindo de São Paulo.

“Esses grupos criminosos estão em guerra. Quando uma pessoa de fora chega à cidade, há uma desconfiança automática. Nesse caso, os suspeitos levaram a vítima para uma casa, consultaram a liderança da facção e receberam a ordem para matá-lo”, explicou o delegado.

As prisões foram resultado de mandados cumpridos em dois locais: a casa de um dos investigados, de 19 anos, no bairro Prohab I, e no Presídio Ferrugem, em Sinop, onde está detido o segundo suspeito, de 24 anos. Este último, apontado como executor do crime, já cumpre pena por outro homicídio e é identificado como “disciplina” da facção – função atribuída a quem executa punições internas.

O crime

David foi dado como desaparecido em novembro de 2024. Apenas em 2 de abril de 2025, sua ossada foi descoberta em meio à mata fechada. O corpo apresentava sinais claros de tortura: estava com cordas vermelhas amarradas nos punhos e tornozelos, o que indica que ele foi mantido imobilizado antes da execução.

Laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmaram a causa da morte e classificaram o crime como homicídio qualificado, cometido com extrema crueldade e impossibilitando qualquer chance de defesa por parte da vítima.

As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta o envolvimento de outros integrantes da facção criminosa no crime.

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