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Várzea Grande Enfrenta Crise no Saneamento e Figura Entre as Piores do País

Cidade tem quase 60% de perdas na distribuição de água e segue distante das metas de universalização até 2033

🕒 Publicado em 19/07/2025 às 22:15

A segunda maior cidade de Mato Grosso, Várzea Grande, enfrenta sérios entraves na área de saneamento básico e aparece entre os piores municípios do Brasil no ranking nacional divulgado pelo Instituto Trata Brasil. Conforme a 17ª edição do Ranking do Saneamento 2025, a cidade ocupa a 92ª posição entre os 100 maiores municípios no índice de perdas na distribuição de água — com um desperdício de 58,87%.

O número evidencia um cenário de defasagem estrutural no sistema de abastecimento operado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), agravado por falhas históricas de gestão. Essa realidade também é sentida pela população: uma pesquisa do Instituto Gazeta Dados, realizada em 2024, apontou que 44% dos moradores apontam a falta d’água como o maior problema do município.

O contraste é evidente em relação à vizinha Cuiabá, que lidera o ranking nacional de investimento per capita em saneamento, com R$ 415,02 por habitante entre 2019 e 2023 — valor cinco vezes superior à média dos piores colocados no ranking. Várzea Grande, por sua vez, enfrenta racionamentos frequentes, baixa pressão nas torneiras e um sistema obsoleto de distribuição.

💸 Investimento abaixo do necessário

O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece que, para atingir a universalização até 2033, o investimento ideal seria de R$ 223,82 por habitante ao ano. No entanto, os 20 piores municípios do ranking — grupo ao qual Várzea Grande pertence — aplicam, em média, apenas R$ 78,40 por habitante/ano.

O DAE de Várzea Grande afirmou, em nota, que os dados apresentados no ranking têm como base o ano de 2023 e não representam os avanços mais recentes. A autarquia reconheceu que a cidade manteve a 92ª colocação no ranking, mas destacou uma pequena evolução na nota geral, que passou de 3,45 para 3,67.

Segundo o DAE, ações como mutirões de manutenção, obras de infraestrutura e busca por novas parcerias com os governos estadual e federal estão em andamento para modernizar a rede e melhorar a qualidade de vida da população.

A avaliação do Instituto Trata Brasil considera critérios como abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, perdas e volume de investimentos em saneamento.

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