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Trump acusa Israel e Irã de quebra de cessar-fogo e exige fim dos ataques a Teerã

Presidente norte-americano pressiona Netanyahu a recuar e afirma que uma nova ofensiva será considerada “grande violação”

🕒 Publicado em 24/06/2025 às 07:30

interromper os confrontos entre os dois países após dias de tensão crescente.

Ao embarcar para a cúpula da Otan, em Haia, Trump criticou duramente os dois lados, mas foi especialmente incisivo com Israel. “Não estou satisfeito com Israel. Também não estou com o Irã, mas, francamente, estou mais decepcionado com Israel”, disse. O presidente afirmou ainda que Israel precisa “se acalmar” e que tomará medidas para garantir isso.

Por meio de uma publicação nas redes sociais, Trump deixou claro que um novo bombardeio israelense ao Irã será inaceitável. “Israel, não lance suas bombas. Se o fizer, será uma grande violação. Tragam seus pilotos de volta agora!”, escreveu o presidente.

A trégua foi resultado de negociações diretas e indiretas conduzidas por altos representantes do governo norte-americano, como o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff. A mediação contou ainda com a participação do emir do Catar, que atuou como interlocutor junto ao governo iraniano após um ataque do Irã a uma base americana.

De acordo com fontes da Casa Branca citadas pela agência Reuters, Israel aceitou a proposta de cessar-fogo desde que o Irã não iniciasse novos ataques, e Teerã havia sinalizado positivamente. A expectativa era de que as operações militares em curso fossem encerradas dentro de 24 horas, colocando fim ao que Trump chamou de “A Guerra de 12 Dias”.

No entanto, pouco depois do anúncio oficial, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que não havia nenhum acordo formalizado e negou a suspensão dos combates. Até o momento, o governo israelense também não confirmou oficialmente a trégua anunciada por Trump.

A declaração do presidente norte-americano reforça a tensão geopolítica na região e demonstra os esforços dos Estados Unidos em conter a escalada do conflito, mesmo em meio a incertezas quanto à adesão real das partes envolvidas.
Conflito entre Israel e Irã deixa dezenas de mortos e ameaça estabilidade na região

A atual escalada de violência teve início em 13 de junho, quando Israel lançou uma operação militar preventiva com o objetivo de frear o avanço do programa nuclear iraniano. Desde então, os confrontos se intensificaram, resultando em dezenas de mortos e milhares de feridos — a maioria civis, de acordo com autoridades dos dois países.

As Forças de Defesa de Israel atacaram alvos estratégicos no território iraniano, incluindo instalações militares e nucleares. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém, prometendo vingança pelos ataques sofridos.

O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, justifica a ofensiva sob a alegação de que o regime de Teerã está prestes a desenvolver uma arma nuclear, o que representaria uma ameaça direta à segurança e à existência de Israel. O país tem alertado repetidamente a comunidade internacional sobre o avanço do programa nuclear iraniano.

No fim de semana, os Estados Unidos também entraram diretamente no conflito ao realizar bombardeios contra alvos nucleares no Irã. O principal foco foi a usina de Fordow, uma instalação subterrânea localizada a cerca de 80 metros abaixo da superfície, equipada com centrífugas utilizadas no enriquecimento de urânio.

Como retaliação ao envolvimento norte-americano, o Irã disparou mísseis contra uma base militar dos EUA no Catar nesta segunda-feira (23). Autoridades americanas e catarianas informaram que os mísseis foram interceptados com sucesso e que os danos causados foram mínimos. Não houve registro de vítimas.

Segundo a imprensa dos Estados Unidos, o Irã teria avisado previamente os governos americano e catariano sobre o ataque, em uma tentativa de sinalizar insatisfação sem provocar uma escalada irreversível no conflito. A medida teria como objetivo enviar uma resposta simbólica, mantendo aberta a possibilidade de negociação.

Apesar do anúncio de cessar-fogo por parte do presidente Donald Trump, a situação continua instável, e a ausência de confirmação oficial por parte de Israel e do Irã gera incerteza sobre a real possibilidade de paz nas próximas horas.

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