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Sanções comerciais dos EUA podem inviabilizar exportações brasileiras, alerta economista

Tensões diplomáticas e aumento de tarifas ameaçam relação bilateral; Brasil enfrentaria dificuldades para substituir o mercado americano

🕒 Publicado em 19/07/2025 às 13:28

O Brasil corre o risco de sofrer graves consequências econômicas caso os Estados Unidos decidam ampliar as tarifas sobre produtos brasileiros, segundo alerta do economista José Ronaldo de Castro, do IBMEC. O especialista afirma que um aumento significativo nas barreiras tarifárias poderia praticamente extinguir as exportações brasileiras para o mercado americano.

A possível medida, ventilada como uma nova sanção do governo Trump, teria efeitos drásticos nas trocas comerciais entre os dois países. “Embora alguns itens ainda consigam ser exportados, a maioria das exportações brasileiras ficaria inviável”, explica Castro. Ele destaca que os produtos enviados ao mercado norte-americano são bastante diversificados, incluindo bens industrializados de alto valor agregado, como aeronaves.

Mercado alternativo é desafio

Substituir os Estados Unidos como destino das exportações seria uma tarefa árdua, especialmente no curto prazo. Castro ressalta que essa transição exigiria tempo e esforço devido à baixa competitividade da indústria nacional e às especificidades das relações comerciais entre os dois países. “O impacto seria imediato e só poderia ser parcialmente compensado no médio a longo prazo”, observa.

Além disso, o Brasil mantém forte dependência dos serviços prestados pelos EUA.

“Cerca de 37% das importações brasileiras de serviços vêm dos Estados Unidos, enquanto mais de 40% das exportações nessa área são direcionadas para lá”, pontua o economista.

Risco tecnológico

Outro ponto sensível seria a adoção de sanções tecnológicas, como eventuais restrições ao uso de serviços de GPS e satélites americanos, que impactariam diretamente setores estratégicos e o cotidiano da população. Castro destaca que os efeitos de medidas desse tipo seriam tão amplos que se tornariam difíceis de calcular.

Para o economista, a solução para o impasse está no diálogo diplomático:

“Ambos os países têm muito a perder em um cenário de guerra tarifária ou conflito político. A diferença é que o prejuízo proporcional seria mais severo para o Brasil, dada a importância do mercado americano para nossas exportações”, conclui.

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