Uma ampla ofensiva da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (17) mobilizou dezenas de agentes para combater a atuação de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas em Mato Grosso. Batizada de Operação Malus Noctua, a ação teve como foco principal a cidade de Sorriso e resultou, até o momento, na prisão de 17 suspeitos.
Ao todo, foram cumpridas 37 ordens judiciais expedidas pela Justiça durante as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Sorriso. Entre as determinações estavam 22 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.
As diligências ocorreram simultaneamente nos municípios de Sorriso, Cuiabá, Sinop, Arenápolis e Brasnorte. Apesar do número de prisões já efetuadas, parte dos alvos ainda não foi localizada e permanece foragida.
A operação contou com o trabalho de 116 policiais civis, reunindo equipes de diferentes regionais da instituição, incluindo efetivos de Alta Floresta e Nova Mutum. A mobilização teve como objetivo reforçar o combate ao tráfico de entorpecentes e enfraquecer a atuação de facções criminosas na região.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 2025, quando foram identificados indícios da atuação de um grupo responsável pela distribuição e comercialização de drogas em Sorriso. O planejamento da operação exigiu ajustes operacionais e logísticos, especialmente em relação ao recambiamento de presos, o que levou ao cumprimento das medidas somente neste mês de junho.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também apreenderam porções de entorpecentes e munições. Em razão do material encontrado, alguns investigados foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse irregular de munição.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, aprofundar a apuração dos fatos e ampliar o combate ao tráfico de drogas na região norte de Mato Grosso.
Origem do nome da operação
O nome Malus Noctua tem origem no latim e pode ser traduzido como “Coruja da Noite”. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência ao modo de atuação do grupo investigado, que concentrava suas atividades criminosas durante o período noturno, buscando dificultar a identificação e ocultar as práticas ilícitas.




