32.3 C
Cuiabá
sexta-feira, 19 junho 2026 - 12:33
spot_img
NOTÍCIAPolícia Civil identifica falso terapeuta ocupacional durante fiscalização em clínica de Cuiabá

Polícia Civil identifica falso terapeuta ocupacional durante fiscalização em clínica de Cuiabá

Homem é investigado por exercício ilegal da profissão; clínica funcionava sem alvará e atendia, principalmente, crianças com TEA

🕒 Publicado em 19/06/2026 às 10:38

Uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e da Vigilância Sanitária Municipal resultou na constatação de exercício ilegal da profissão de terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.

A fiscalização foi realizada na manhã desta quinta-feira (18) após denúncia encaminhada ao Crefito-9 informando que um homem de 54 anos estaria realizando atendimentos especializados sem possuir formação acadêmica ou registro profissional exigidos para a atividade.

Segundo as apurações iniciais, o suspeito se apresentava como terapeuta ocupacional e prestava atendimento, principalmente, a crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma clínica instalada em um imóvel residencial.

Fiscalização encontrou diversas irregularidades

Durante a inspeção, os agentes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e fiscais do conselho profissional confirmaram que o investigado não possuía habilitação legal para exercer a profissão.

Além da irregularidade profissional, a Vigilância Sanitária constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para funcionamento.

Os fiscais também verificaram que a estrutura do imóvel não atendia às condições adequadas para a prestação de serviços especializados, especialmente no atendimento de crianças.

No local foram apreendidos documentos relacionados aos atendimentos, incluindo uma nota fiscal no valor de R$ 15.360, referente à prestação de serviços de terapia ocupacional.

Investigação apura possível uso de recursos públicos

Outro ponto investigado é a suspeita de que parte dos pacientes atendidos fosse beneficiária de decisões judiciais que determinam ao poder público o custeio de tratamentos especializados.

Essa hipótese será aprofundada durante o inquérito policial para verificar eventual utilização irregular de recursos públicos destinados à área da saúde.

Polícia investiga outros possíveis crimes

De acordo com o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, o exercício ilegal de profissões da área da saúde representa risco direto aos pacientes e compromete a credibilidade dos serviços especializados.

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o crime de exercício ilegal da profissão e também investiga a possível prática de outros delitos, como falsidade documental e demais infrações que possam ser identificadas ao longo das investigações.

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS