A Polícia Civil de Mato Grosso e o Ministério Público de Mato Grosso realizaram, neste sábado (14), a Operação Ícaro em municípios da região do Araguaia com o objetivo de orientar proprietários e responsáveis por postos de combustíveis sobre os preços praticados e repassados aos consumidores.
A ação ocorreu nas cidades de Confresa, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte e São José do Xingu, após denúncias registradas ao longo da semana relacionadas à variação dos valores cobrados pelos combustíveis na região.
De acordo com o delegado Rogério da Silva Irlandes, a fiscalização terá continuidade nos próximos dias. Segundo ele, nesta primeira etapa o foco foi a orientação e análise dos preços exibidos pelos estabelecimentos.
“Esse primeiro passo é de notificação e análise dos preços. Eu passei pessoalmente em cada posto, verifiquei os valores nas placas e constatei que alguns estabelecimentos sequer possuem placas com os preços, o que é inconcebível”, afirmou o delegado.
Durante as visitas, os agentes orientaram funcionários e proprietários a manterem placas com os valores dos combustíveis em locais visíveis ao consumidor. Também foram realizados registros fotográficos para posterior comparação entre os preços exibidos nas placas e os valores efetivamente praticados nas bombas.
Ao todo, 11 postos de combustíveis em Confresa receberam a Nota Técnica do Ministério Público com instruções sobre a transparência na divulgação dos preços, além de estabelecimentos localizados nos municípios de Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte e São José do Xingu.
Origem do nome da operação
O nome da operação faz referência ao personagem Ícaro, da mitologia grega, conhecido pela história em que voa com asas feitas de cera e penas. Ao desobedecer o pai e voar muito próximo do sol, a cera derrete e ele cai no mar.
Na analogia utilizada pelas autoridades, o aumento excessivo dos preços dos combustíveis faz os custos “voarem alto demais”, pressionando o orçamento dos consumidores e da economia. A operação busca justamente evitar práticas abusivas e possíveis especulações que possam elevar indevidamente os preços.




