O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o primeiro trecho do BRT (Bus Rapid Transit) deverá entrar em funcionamento até o fim de 2026, ligando o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, à região do CPA, em Cuiabá. A declaração foi acompanhada da apresentação de um cronograma para a continuidade das obras e da implantação do sistema de transporte coletivo.
Segundo o governador, a construção dos terminais segue em andamento e o edital para aquisição dos ônibus elétricos deverá ser lançado até meados do próximo mês. A expectativa do governo é que os veículos sejam entregues e iniciem a operação ainda neste ano.
Pivetta também informou que a Agência Metropolitana passará por uma reestruturação para assumir a gestão do funcionamento do BRT e coordenar a operação do novo sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande.
Ao ser questionado sobre o compromisso com o cronograma anunciado, o governador afirmou que assume pessoalmente a responsabilidade pelo cumprimento da meta.
“É um compromisso do Otaviano Pivetta. Empenho minha palavra, meu histórico e minha honra para cumprir esse compromisso”, declarou.
Durante a entrevista, o chefe do Executivo estadual também anunciou que o segundo trecho do BRT, que ligará a região central de Cuiabá ao bairro Coxipó pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, deverá ser concluído em até 12 meses após o início das obras.
De acordo com Pivetta, o governo já trabalha na elaboração dos projetos executivos e na preparação do edital de licitação. A intenção é acelerar a execução para evitar novos atrasos.
O governador afirmou ainda que o próximo processo licitatório contará com regras mais rígidas para reduzir riscos durante a execução do contrato.
Ao comentar a demora na implantação do sistema, Pivetta voltou a responsabilizar a empresa vencedora da primeira licitação. Segundo ele, a construtora atendia aos requisitos técnicos e legais exigidos, mas enfrentou dificuldades financeiras durante a execução dos serviços, comprometendo o andamento das obras.
O governador explicou que o Estado optou por negociar o encerramento do contrato para evitar uma disputa judicial que poderia prolongar ainda mais a paralisação do projeto.
Pivetta também voltou a criticar o antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), planejado para a Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, o modelo foi considerado inviável pela atual gestão, que optou pela implantação do BRT como alternativa para o transporte coletivo na região metropolitana.
Outro tema abordado foi a construção do Parque Novo Mato Grosso. O governador negou que a execução do empreendimento tenha prejudicado o andamento das obras do BRT e afirmou que ambos possuem contratos e orçamentos distintos.
Segundo Pivetta, o parque será destinado à realização de atividades esportivas, culturais e grandes eventos, ampliando a capacidade de Mato Grosso para sediar competições nacionais e internacionais e oferecendo novas opções de lazer à população.
Ao comentar o cenário político para 2026, o governador afirmou que pretende dar continuidade aos projetos desenvolvidos pela atual administração estadual, destacando que o grupo político busca manter o planejamento iniciado em 2019 e ampliar os investimentos em obras estruturantes no estado.




