Operação mira grupo suspeito de aplicar “golpe do falso presente” e cumpre 36 ordens judiciais

Ação é desdobramento de investigação sobre fraudes eletrônicas que causaram prejuízos superiores a R$ 160 mil em Cuiabá

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Polícia Civil-MT
🕒 Publicado em 24/02/2026 às 06:54

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a segunda fase da Operação Presente de Grego, reforçando o posicionamento estratégico da instituição no enfrentamento qualificado às fraudes eletrônicas e à atuação de organizações criminosas.

Ao todo, são cumpridas 36 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e 14 de bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 55 mil. As medidas foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá e estão sendo executadas nas cidades de São Paulo e Taboão da Serra, com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá e representa desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro de 2025, quando um dos principais executores do esquema foi preso. O grupo criminoso atuava na modalidade conhecida como “golpe do falso presente”, simulando a entrega de brindes, principalmente em datas comemorativas, ocasião em que era solicitada às vítimas a quitação de uma suposta taxa de entrega por meio de máquina de cartão.

Durante a transação, valores superiores aos informados eram cobrados mediante manipulação do equipamento ou induzimento ao erro. As apurações identificaram uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre núcleo executor e núcleo financeiro, responsável pela disponibilização de contas bancárias, pulverização dos recursos e ocultação do produto do crime.

Os prejuízos às vítimas, todas moradoras de Cuiabá, ultrapassam R$ 160 mil. As ordens de bloqueio patrimonial têm como finalidade interromper o fluxo financeiro ilícito, assegurar eventual ressarcimento às vítimas e impedir a continuidade das atividades criminosas.

A operação integra o planejamento estratégico da instituição para 2026, no âmbito da Operação Pharus, vinculada ao Programa Tolerância Zero, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a proteção da sociedade, o combate estruturado às fraudes eletrônicas e a responsabilização integral dos envolvidos.

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