Na manhã desta quarta-feira (18.06), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou a Operação Arinos Sujo, com o objetivo de desmontar um esquema de corrupção em Juara, a cerca de 700 km de Cuiabá. A investigação aponta que policiais penais estariam utilizando seus cargos públicos para obter vantagens financeiras, com apoio de advogados da região.
Segundo o Ministério Público do Estado (MPE), os advogados seriam responsáveis por intermediar os repasses ilegais e ocultar os valores, atuando diretamente no processo de lavagem de dinheiro para um grupo criminoso.
A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão, além de autorizar a quebra dos sigilos bancário e telefônico de sete investigados. Servidores públicos envolvidos foram afastados das funções. Os suspeitos poderão responder por crimes como corrupção passiva, concussão, peculato e lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais foram emitidas pela 3ª Vara da Comarca de Juara, com base em investigações conduzidas pelo Ministério Público no combate ao crime organizado no estado. O nome da operação faz alusão ao Rio Arinos, que atravessa a região onde os fatos ocorreram.




