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Operação em Rondonópolis Desmantela Esquema de Tráfico de Armas e Apreende Arsenal de R$ 250 mil

Delegacia Especializada cumpre mandados e prende seis pessoas ligadas ao comércio ilegal de armas de fogo na região

🕒 Publicado em 13/06/2025 às 08:27

A Polícia Civil de Mato Grosso finalizou nesta quinta-feira (12) o levantamento completo do material apreendido durante a Operação Desarme, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. A ação visou desarticular uma organização criminosa envolvida com a venda ilegal de armas e munições no município e em áreas vizinhas.

Deflagrada na última terça-feira (9), a operação executou 10 mandados judiciais – entre prisões e buscas domiciliares – resultando na apreensão de um verdadeiro arsenal, avaliado em mais de R$ 250 mil. Foram encontradas 10 armas de fogo, entre pistolas e rifles, cerca de 44 mil munições de variados calibres, além de tubos de pólvora, cartuchos e uma máquina usada para recarga de munições.

Ao todo, seis pessoas foram presas: quatro através de mandados e duas em flagrante, cujas prisões foram posteriormente convertidas para preventivas.

Investigações e modo de atuação

As investigações da Derf começaram em maio de 2024 e levaram à identificação de um grupo formado por pelo menos quatro pessoas, incluindo um casal, que comercializava armas e munições para diversos compradores, inclusive membros de facções criminosas.

A negociação do armamento era feita principalmente por meio do aplicativo WhatsApp, com o envio de fotos e preços. As investigações também descobriram que uma loja de artigos de pesca servia como fachada para a comercialização ilegal dos produtos.

Entre os compradores, a polícia identificou um integrante de facção preso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis. Algumas das armas vendidas pelo grupo já teriam sido utilizadas em crimes como homicídios na região.

Provas e continuidade das investigações

Durante a operação, a polícia também apreendeu celulares e documentos dos envolvidos, que já foram encaminhados à perícia. Segundo a delegada responsável pelo caso, Anna Paula Marien, esses materiais poderão fornecer novas pistas sobre a atuação do grupo e possíveis conexões com outros crimes.

“O conteúdo dos celulares e os documentos recolhidos podem revelar mais envolvidos e lançar luz sobre a participação do grupo em outras ações criminosas”, afirmou a delegada.

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