sexta-feira, agosto 28, 2026
30 C
Cuiabá
spot_img
NOTÍCIANovo medicamento para insônia deve chegar ao Brasil com proposta de menor...

Novo medicamento para insônia deve chegar ao Brasil com proposta de menor risco de dependência

Lembrexanto, princípio ativo do Dayvigo, pertence a uma nova classe de medicamentos que atua bloqueando a orexina, neurotransmissor responsável pela manutenção da vigília

🕒 Publicado em 27/08/2026 às 10:14

Um novo medicamento para o tratamento da insônia deve chegar ao mercado brasileiro ainda em 2026. O Dayvigo (lemborexanto), desenvolvido pela farmacêutica japonesa Eisai, será comercializado no país por meio de uma parceria com a Eurofarma, com preço estimado em aproximadamente R$ 200.

O medicamento pertence a uma classe diferente dos remédios para dormir mais conhecidos atualmente. Chamados de antagonistas duplos dos receptores de orexina (DORA), esses medicamentos atuam sobre um dos mecanismos responsáveis por manter o cérebro em estado de alerta.

Como o lemborexanto funciona?

Medicamentos como zolpidem, zopiclona e eszopiclona, conhecidos como drogas “Z”, atuam favorecendo a inibição da atividade cerebral e induzindo a sonolência.

O lemborexanto utiliza uma estratégia diferente. Em vez de provocar diretamente a sedação, bloqueia os receptores de orexina, um neurotransmissor relacionado à manutenção da vigília.

A ideia é interromper o sinal que mantém o cérebro desperto, facilitando o início e a manutenção do sono.

Menor risco de dependência?

Uma das expectativas em torno da nova classe é justamente a possibilidade de apresentar menor potencial de dependência e abuso em comparação com alguns medicamentos tradicionalmente utilizados contra a insônia.

Isso, porém, não significa que o medicamento seja isento de riscos ou que possa ser utilizado sem acompanhamento médico. A escolha do tratamento depende das características de cada paciente, da causa da insônia, de outros medicamentos utilizados e de possíveis condições de saúde.

Além disso, problemas de sono persistentes precisam ser investigados. A insônia pode estar relacionada a estresse, ansiedade, alterações de rotina, outros medicamentos, condições médicas ou transtornos do sono.

Medicamento já é utilizado em outros países

O lemborexanto já recebeu aprovação para o tratamento da insônia em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália.

A chegada ao Brasil representa a entrada no mercado nacional de uma nova abordagem farmacológica para a insônia, baseada no bloqueio do sistema da orexina.

Sono não deve ser tratado apenas com medicamentos

Apesar dos avanços farmacológicos, especialistas destacam que o tratamento da insônia não deve se limitar ao uso de remédios.

Mudanças de hábitos, regularidade nos horários de dormir e acordar, redução de estímulos antes de dormir e investigação das causas do problema podem fazer parte do tratamento.

Por isso, mesmo com a chegada de novas opções terapêuticas, o uso de medicamentos para dormir deve ser orientado por um profissional de saúde.

g1

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS