A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (29), uma nova fase da Operação Perfídia, que investiga um esquema de pagamento de propina para aprovação de projetos dentro da Câmara Municipal de Cuiabá. A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e incluiu o vasculhamento de computadores da recepção da Casa de Leis e a análise do circuito interno de câmeras de segurança.
Dois vereadores seguem afastados por tempo indeterminado desde abril por decisão da Justiça: Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB). Ambos são alvos centrais da investigação e estão proibidos de frequentar as dependências da Câmara, como parte das medidas cautelares impostas pela juíza Edina Ederli Coutinho.
Câmara diz colaborar com as investigações
Por meio de nota, a Câmara Municipal de Cuiabá declarou que está colaborando com as autoridades e que “adotou todas as medidas necessárias para garantir o pleno acesso às informações solicitadas, assegurando o respeito ao devido processo legal, primando pela ética e transparência”.
Entenda o caso
A Operação Perfídia foi deflagrada em abril, quando a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão nos gabinetes dos vereadores investigados. As denúncias foram apresentadas pelo atual prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), ainda durante seu mandato como deputado federal.
Segundo o Ministério Público, os parlamentares teriam solicitado propina em troca da aprovação de pagamentos para a empresa responsável pelas obras do Contorno Leste, uma das principais frentes de infraestrutura da capital. Além dos dois vereadores, um empresário e dois funcionários da empreiteira também estão entre os investigados.
A assessoria de Sargento Joelson informou que o parlamentar “está à disposição da Justiça”. Já a defesa de Chico 2000 não foi localizada até o fechamento desta reportagem.
A investigação segue sob sigilo judicial.




