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Max Russi reage à taxação dos EUA: “O Brasil não é colônia de ninguém”

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso critica decisão unilateral de Donald Trump e defende reação firme do Brasil para proteger empregos e exportações.

🕒 Publicado em 20/07/2025 às 09:26

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), criticou duramente a decisão dos Estados Unidos de aumentar a tarifa sobre produtos brasileiros de 10% para 50%. A medida, anunciada recentemente pelo presidente norte-americano Donald Trump, gerou reações imediatas entre autoridades brasileiras.

Russi foi direto ao afirmar que o Brasil não pode aceitar passivamente interferências externas e que precisa se posicionar com firmeza. “Não somos subordinados a nenhuma nação. O Brasil deve manter sua soberania e agir com diplomacia, mas com firmeza, para não prejudicar a nossa economia”, afirmou o parlamentar nesta quarta-feira (16).

Segundo ele, decisões como essa afetam diretamente o trabalhador brasileiro, a geração de empregos e o mercado de exportações. Para Russi, o diálogo internacional deve ser pautado por respeito mútuo e não por imposições.

“Não podemos aceitar imposições arbitrárias. O Brasil não é colônia de ninguém. A resposta precisa vir por meio da diplomacia, da negociação, mas com clareza sobre o que está em jogo: empregos, renda e produção nacional”, declarou.

Justificativas controversas

Trump justificou o aumento das tarifas alegando que o Brasil estaria violando direitos de liberdade de expressão ao “censurar” redes sociais utilizadas por americanos, além de afirmar que a relação comercial entre os dois países é “desigual”. Ele também mencionou a forma como o governo brasileiro tratou o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando o processo de julgamento de “caça às bruxas”.

Em tom provocativo, Trump teria dito ainda que vai aplicar a nova tarifa simplesmente “porque pode” e para “trazer mais dinheiro para os Estados Unidos”.

Reação à altura

Max Russi classificou a postura do ex-presidente americano como irresponsável e sem base técnica. “É uma decisão tomada no impulso, sem embasamento, e que pode causar prejuízos sérios à nossa economia. Esperamos que o bom senso prevaleça e que o Governo Federal consiga reverter isso por meio do diálogo internacional”, avaliou.

A nova taxação, caso seja mantida, entra em vigor no dia 1º de agosto e deve impactar diretamente diversos setores exportadores brasileiros, especialmente do agronegócio.

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