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Enviados de Trump chegam a Moscou enquanto Rússia mantém ataques contra a Ucrânia

Steve Witkoff e Jared Kushner participam de novas negociações com o governo Putin antes de seguirem para Kiev; ofensiva russa deixou mortos e atingiu infraestrutura ucraniana

🕒 Publicado em 05/09/2026 às 10:06

Dois representantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegaram neste sábado (5) a Moscou para uma nova rodada de negociações em busca de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Steve Witkoff e Jared Kushner desembarcaram na capital russa durante a manhã e devem seguir posteriormente para Kiev.

O avião que transportava os dois enviados pousou no aeroporto de Vnukovo às 12h52 no horário local, equivalente a 6h52 pelo horário de Brasília.

Após os encontros em Moscou, a previsão é que Witkoff e Kushner viajem para a capital ucraniana no domingo (6). Será a primeira visita dos dois a Kiev desde que passaram a participar diretamente dos esforços de mediação entre os governos russo e ucraniano.

Rússia suspende ataques contra Kiev por três dias

Segundo informações divulgadas pelas agências russas TASS e RIA Novosti, a chegada da delegação americana ocorre em meio a uma medida anunciada pelo Kremlin.

De acordo com a Reuters, o presidente russo, Vladimir Putin, teria determinado a suspensão de ataques contra Kiev durante três dias, justamente no período relacionado aos preparativos para a chegada dos representantes dos Estados Unidos.

A pausa, porém, não significou a interrupção das operações militares russas em outras áreas da Ucrânia.

Outros ataques continuam

Enquanto os emissários americanos chegavam a Moscou, novos ataques eram registrados em diferentes regiões ucranianas.

Segundo a agência Interfax, que citou informações do Ministério da Defesa da Rússia, forças russas atingiram dois navios que transportavam cargas militares destinadas à Ucrânia no porto de Chornomorsk.

A mesma fonte informou que outras embarcações cargueiras localizadas nas proximidades do porto de Odessa também teriam sido atingidas.

Durante a madrugada, ataques russos também atingiram aeroportos de Kiev e da cidade de Boryspil, na região da capital.

Zelensky relaciona ataques à visita americana

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a ofensiva russa ocorreu após autoridades americanas avaliarem a possibilidade de Witkoff e Kushner viajarem de avião para a Ucrânia.

Segundo Zelensky, representantes dos Estados Unidos chegaram a considerar a utilização de uma aeronave com pouso em Kiev ou Boryspil.

O espaço aéreo ucraniano permanece fechado desde o início da invasão russa, em 2022, o que torna a chegada da delegação por via aérea uma operação de segurança particularmente complexa.

Ataque a siderúrgica deixa cinco mortos

Também neste sábado, um ataque atribuído à Rússia atingiu a usina siderúrgica Kamet Steel, localizada em Kamianske, na região de Dnipro.

Segundo a Metinvest, maior grupo de mineração e siderurgia da Ucrânia, um míssil balístico atingiu a unidade, provocando a morte de cinco pessoas e a paralisação completa das atividades industriais.

A empresa informou que a fábrica produz ferro-gusa e aço destinados exclusivamente ao uso civil e classificou o episódio como mais um ataque contra a infraestrutura industrial ucraniana.

Prédios e centros comerciais também foram atingidos

Em pronunciamento, Zelensky afirmou ainda que edifícios residenciais sofreram danos em Kherson, Boryspil e na região de Kharkiv.

Segundo o presidente ucraniano, drones também atingiram centros comerciais nas cidades de Sumy e Mykolaiv.

Zelensky declarou que a Ucrânia pretende ajustar suas operações relacionadas ao espaço aéreo russo em resposta à ofensiva.

Apesar da ameaça de novas ações militares, o presidente ucraniano afirmou que os ataques não representam uma ruptura com os esforços diplomáticos.

“Não há e não haverá nenhuma ameaça à diplomacia”, declarou.

Negociações acontecem em meio à escalada militar

A chegada de Witkoff e Kushner a Moscou ocorre, portanto, em um cenário de forte tensão. De um lado, Estados Unidos e representantes dos governos envolvidos buscam avançar nas negociações para um possível acordo de paz. De outro, os combates e ataques contra alvos em diferentes regiões da Ucrânia continuam.

A viagem dos enviados americanos para Moscou e, posteriormente, para Kiev é vista como mais uma tentativa de aproximar as partes e encontrar caminhos para uma solução diplomática para o conflito.

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