A Louis Vuitton confirmou o retorno de um de seus eventos mais tradicionais ligados ao universo automotivo. Após 14 anos sem ser realizado, o Classic Run volta ao calendário internacional entre os dias 1º e 4 de setembro de 2026, reunindo colecionadores e alguns dos mais emblemáticos automóveis clássicos do mundo em um percurso pela Itália.
A nova edição, denominada Louis Vuitton Dolomites Classic Run 2026, terá aproximadamente 600 quilômetros de extensão, ligando Veneza, a região das Dolomitas e o circuito de Monza. A competição será disputada no formato de prova de regularidade, modalidade em que a precisão no cumprimento do trajeto e do tempo estabelecido vale mais do que a velocidade.
Criado em 1993, o evento se tornou uma das principais iniciativas da maison para celebrar sua histórica conexão com as viagens, a engenharia automotiva e o design.
Percurso reúne história, paisagens e automobilismo
A largada será realizada na histórica Villa Pisani, localizada na Riviera del Brenta, na região do Vêneto.
Ao longo do trajeto, os participantes percorrerão estradas que cruzam as Dolomitas, área reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco e considerada um dos cenários mais famosos da Itália.
A chegada acontecerá no tradicional Autódromo Nacional de Monza. Antes do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, os veículos participantes desfilarão pelo circuito, aproximando os clássicos históricos da principal categoria do automobilismo mundial.
Os automóveis também ficarão em exposição na Villa Reale de Monza antes da cerimônia de premiação, marcada para o Castello Sforzesco, em Milão.
Tradição iniciada nos anos 1990
O Classic Run foi criado pela Louis Vuitton em 1993 e, ao longo de quase duas décadas, percorreu diferentes países, incluindo Malásia, China, Toscana e outras regiões da Europa.
A última edição ocorreu em 2012, justamente com chegada em Veneza, cidade que agora volta a ocupar posição de destaque como ponto de partida da retomada do evento.
Relação histórica com o setor automotivo
A iniciativa também reforça a longa ligação da Louis Vuitton com o universo dos automóveis.
Ainda no final do século XIX, Georges Vuitton, filho do fundador da marca, desenvolveu baús de tampa plana especialmente adaptados para os primeiros automóveis, substituindo os modelos utilizados em carruagens.
Posteriormente, a empresa lançou os chamados Sacs Chauffeurs, bolsas desenvolvidas para serem acomodadas junto ao compartimento do estepe dos veículos da época.
Nos últimos anos, a maison ampliou sua presença em grandes eventos esportivos ao produzir os baús utilizados para transportar troféus de competições internacionais, entre elas a Copa do Mundo da FIFA, Roland Garros, NBA, Ballon d’Or e o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1.
Patrimônio e cultura também fazem parte do projeto
Além da competição automobilística, a edição de 2026 terá um importante componente cultural.
A Louis Vuitton anunciou parcerias com instituições italianas responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, entre elas Villa Pisani, Villa Reale de Monza, Castello Sforzesco e os Museus Cívicos de Veneza.
Segundo a marca, o objetivo é contribuir com iniciativas de conservação artística e cultural, reforçando o vínculo histórico da maison com o universo das viagens e do patrimônio europeu.
Com o retorno da Classic Run, a Louis Vuitton resgata uma tradição que ultrapassa o segmento da moda e reafirma sua identidade construída ao longo de mais de 170 anos, mantendo viva a relação entre luxo, inovação, viagens e automobilismo.
CNN Brasil




