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NOTÍCIAJapão em alerta: usina de Fukushima é evacuada após risco de tsunami

Japão em alerta: usina de Fukushima é evacuada após risco de tsunami

Tremor de magnitude 8,7 na Rússia provoca ondas no norte do Japão; evacuação foi feita por precaução em região afetada por desastre nuclear em 2011

🕒 Publicado em 30/07/2025 às 09:13

A costa japonesa entrou em estado de atenção na manhã desta quarta-feira (30), após a chegada das primeiras ondas de tsunami originadas por um forte terremoto que ocorreu no extremo leste da Rússia. O tremor, de magnitude 8,7, provocou ondas de cerca de 30 centímetros que atingiram a ilha de Hokkaido, no norte do Japão.

A Agência Meteorológica do Japão alertou para a possibilidade de ondas significativamente maiores, que podem chegar a até três metros de altura em diversas regiões do litoral norte e leste do país, incluindo áreas mais ao sul, como Wakayama, próxima à metrópole de Osaka.

Como medida preventiva, a usina nuclear de Fukushima foi evacuada. Segundo a Tokyo Electric Power Company (TEPCO), responsável pela instalação desativada, todos os funcionários deixaram o local em segurança. A planta foi palco de um dos piores desastres nucleares da história em 2011, quando um tsunami atingiu os reatores após um terremoto de magnitude 9.

O terremoto

O abalo sísmico que provocou os alertas aconteceu por volta das 20h25 (horário de Brasília) da terça-feira (29), com epicentro localizado a cerca de 136 km da cidade de Petropavlovsk-Kamchatskiy, na região da península de Kamchatka, Rússia. O USGS (Serviço Geológico dos EUA) estimou a profundidade do tremor em 19 km.

Riscos e impactos

Na Rússia, autoridades relataram vários feridos na região afetada. O governador de Kamchatka, Vladimir Solodov, recomendou que os moradores evitem áreas costeiras até que o risco seja eliminado. Já foram contabilizadas seis réplicas, sendo duas de magnitude 6,9 e 6,3, respectivamente.

O alerta de tsunami foi estendido a diversos países banhados pelo Oceano Pacífico, incluindo Japão, Filipinas e Estados Unidos, com monitoramento constante por parte das agências internacionais de vigilância geológica e marítima.

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