A Justiça de Mato Grosso decidiu converter a prisão em flagrante de uma estudante de Química, identificada como Larissa Karolina Silva Moreira, de 28 anos, em prisão preventiva. A jovem é investigada por suspeita de maus-tratos contra animais adotados por ela, principalmente gatos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia na última sexta-feira (14), em Cuiabá.
Larissa foi detida no bairro Porto após uma organização protetora de animais denunciar que ela adotava animais e os submetia a possíveis atos de violência. A ONG relatou ainda que, em um dos casos, um gato adotado por ela foi encontrado morto em um terreno baldio.
No imóvel onde a jovem residia, a polícia encontrou indícios que reforçam a suspeita de maus-tratos, como roupas com manchas de sangue e ausência dos animais anteriormente vistos no local. Um filhote de cachorro foi resgatado em bom estado de saúde e entregue aos cuidados da ONG.
Durante a audiência, a magistrada responsável pelo caso destacou a possibilidade de reincidência e apontou risco de fuga, uma vez que Larissa estaria se preparando para se mudar de residência, o que motivou a manutenção da prisão. A juíza também considerou a gravidade do caso, que envolve indícios de crueldade contra os animais, e a necessidade de resguardar a ordem pública e o andamento das investigações.
O companheiro da suspeita, que também foi ouvido, foi liberado por falta de provas de envolvimento nos fatos. A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil apura se há outros crimes, incluindo eventual divulgação de imagens dos maus-tratos. A Defensoria Pública ficou encarregada da defesa da acusada.




