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NOTÍCIAEspetáculo Sankofa amplia debate sobre ancestralidade e letramento racial em Mato Grosso

Espetáculo Sankofa amplia debate sobre ancestralidade e letramento racial em Mato Grosso

Quinta temporada leva apresentações gratuitas a escolas e universidade, fortalecendo ações de combate ao racismo por meio da arte

🕒 Publicado em 24/06/2026 às 13:41

O teatro segue sendo uma importante ferramenta de transformação social em Mato Grosso. Em sua quinta temporada, o espetáculo Sankofa – Resgate da Ancestralidade percorre unidades de ensino e espaços acadêmicos com apresentações gratuitas que unem cultura, educação e reflexão sobre identidade negra. A nova circulação deve alcançar cerca de 1,8 mil pessoas entre estudantes, professores e integrantes da comunidade escolar.

A iniciativa conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e tem como protagonista o ator, diretor e dramaturgo André D’Lucca, que se consolidou como uma das principais referências em letramento racial no Estado.

Nesta quarta-feira (24), o espetáculo será apresentado na Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e, posteriormente, na Escola Estadual de Tempo Integral Francisco Alexandre Ferreira Mendes, em Cuiabá. A programação será encerrada na quinta-feira (25), com apresentação na Escola Estadual Doutor Mário de Castro, localizada no bairro Pedra 90.

Desde sua estreia, em 2024, o projeto já impactou milhares de pessoas e, com esta nova temporada, deverá atingir a marca de aproximadamente 12 mil espectadores, ampliando o diálogo sobre ancestralidade, diversidade e enfrentamento ao racismo por meio das artes cênicas.

Com classificação livre, a montagem tem direção de Ariana Carla, produção de Jeferson Bertoloti e realização da Bemtivi Academia de Arte. A equipe reúne ainda profissionais das áreas de figurino, fotografia, direção de arte digital, iluminação e comunicação.

História resgata identidade e pertencimento

Interpretado por André D’Lucca, o monólogo apresenta a trajetória do rei africano Fatumbi, personagem que conduz o público por uma jornada de reconhecimento da história afro-brasileira e da valorização da cultura negra.

Inspirada no conceito africano Sankofa, que significa “voltar e buscar aquilo que ficou para trás”, a peça convida os espectadores a revisitar o passado para compreender melhor o presente, destacando a contribuição de importantes personalidades negras para a construção da sociedade.

Segundo André D’Lucca, a proposta é despertar a consciência sobre ancestralidade entre pessoas negras e ampliar a compreensão sobre o papel de toda a sociedade na luta contra o racismo.

Arte e redes sociais fortalecem o letramento racial

Além dos palcos, André D’Lucca também se destaca nas redes sociais, onde reúne mais de um milhão de seguidores produzindo conteúdos educativos sobre história, identidade negra, ancestralidade e racismo estrutural.

O trabalho desenvolvido no ambiente digital dialoga diretamente com a proposta do espetáculo, levando conhecimento histórico e reflexões sobre igualdade racial para públicos de diferentes idades.

Desde 2024, o projeto já passou por Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Alta Floresta, Santa Carmem, Vera, Sorriso, Rondonópolis, Nobres, Chapada dos Guimarães e pela comunidade de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, sempre com apresentações gratuitas voltadas ao ambiente escolar.

Inspirado nos princípios do Teatro Experimental do Negro (TEN) e na filosofia africana de Sankofa, o espetáculo combina emoção, música, cores e narrativa para promover uma experiência artística voltada ao fortalecimento da identidade, do pertencimento e da valorização da cultura afro-brasileira.

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