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NOTÍCIAEscândalo abala templo Shaolin: diretor é investigado por corrupção e será destituído

Escândalo abala templo Shaolin: diretor é investigado por corrupção e será destituído

Monge-chefe do berço do kung fu chinês é acusado de desviar fundos, violar votos budistas e manter vida luxuosa

🕒 Publicado em 28/07/2025 às 14:14

Um dos locais mais sagrados e emblemáticos da cultura chinesa está no centro de uma crise. O diretor do templo Shaolin, conhecido mundialmente como o berço do kung fu e do budismo zen, será afastado do cargo após uma série de denúncias de corrupção e conduta imprópria.

A informação foi confirmada pela Associação Budista da China, órgão que supervisiona a prática religiosa no país. O atual abade, Shi Yongxin, é acusado de desviar fundos do templo para projetos e empresas privadas, além de ter mantido relações com várias mulheres e, segundo relatos, tido filhos fora do casamento monástico — o que infringe diretamente os votos budistas.

Escândalo nacional

Conhecido como “Monge CEO” pela maneira empresarial com que geriu a expansão global do templo, Shi Yongxin comandava o mosteiro desde 1999. Durante sua gestão, ajudou a criar diversas empresas fora da China e foi peça-chave na popularização do kung fu shaolin no exterior. Mas as denúncias revelam um outro lado: ex-monges e funcionários alegam que ele levava uma vida de luxo, com carros caros e gastos incompatíveis com a vida monástica.

As suspeitas motivaram uma investigação conjunta conduzida por autoridades do governo chinês. A Associação Budista do país declarou que suas ações foram “extremamente prejudiciais à reputação da comunidade religiosa” e anunciou que cancelará seu certificado de ordenação.

Repercussão nas redes

O escândalo ganhou grande repercussão nas redes sociais chinesas, especialmente no Weibo, onde o tema ultrapassou 560 milhões de visualizações. Em meio à polêmica, uma das últimas postagens do abade dizia: “Quando a mente é pura, a Terra Pura está aqui, no momento presente”. A frase foi amplamente compartilhada e criticada.

O templo, localizado na província de Henan e fundado no ano 495, é considerado patrimônio espiritual e histórico da China. Foi nele que o budismo zen se desenvolveu em paralelo ao kung fu, unindo meditação e artes marciais como filosofia de vida.

Reações e próximos passos

Para o governo chinês, o episódio é mais um exemplo da importância do controle rigoroso sobre líderes religiosos. Na China, a conduta de monges e líderes espirituais é monitorada, e desvios de comportamento podem resultar em punições severas.

A destituição de Shi Yongxin deve ser oficializada nos próximos dias, e o templo passará por uma reestruturação administrativa. A expectativa é que as investigações aprofundem a análise sobre o destino dos recursos financeiros gerados pelas atividades comerciais ligadas ao templo.

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