O reconhecimento de erro no projeto das obras no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães (MT), por parte do governador Mauro Mendes (União), provocou fortes reações entre os deputados estaduais. Parlamentares cobraram explicações sobre o uso de recursos e decisões técnicas, e apontaram “incompetência” na condução do projeto, que previa conter deslizamentos na região.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), lamentou o atraso e cobrou soluções rápidas. Já o deputado Valdir Barranco (PT) criticou duramente o governador, acusando-o de falhar na execução e de buscar culpados fora de sua gestão. A deputada Janaina Riva (MDB) formalizou pedido de informações à Secretaria de Infraestrutura sobre os gastos e os responsáveis técnicos. Para ela, não houve diálogo suficiente com especialistas independentes.
Com investimento inicial previsto de R$ 29 milhões, a obra deveria ter sido concluída em três meses, mas após quase um ano, apenas 26% do projeto foi executado. A intervenção, que exigia licenças ambientais de órgãos como Ibama e ICMBio, enfrenta agora incertezas sobre sua viabilidade técnica.
Apesar das críticas, o deputado Wilson Santos (PSD) destacou a importância de o governo ter admitido o erro. Agora, os parlamentares esperam que o Executivo apresente um novo plano de ação para garantir segurança e mobilidade na região, vital para o turismo e a população local.




