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NOTÍCIADeputado exonera assessor acusado de assassinato de jovem em 2011 em Cuiabá

Deputado exonera assessor acusado de assassinato de jovem em 2011 em Cuiabá

Kleber Ferraz Albuês, ex-investigador da Polícia Civil, foi desligado do gabinete de Júlio Campos após vir à tona sua acusação por sequestro e homicídio

🕒 Publicado em 11/06/2025 às 12:06

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) exonerou, no início de junho, o assessor parlamentar Kleber Ferraz Albuês, acusado de envolvimento no sequestro e assassinato de Thiago Festa Figueiredo, ocorrido em dezembro de 2011, em Cuiabá. O desligamento aconteceu no último dia 2, segundo nota oficial da assessoria do parlamentar.

Kleber atuava no gabinete desde fevereiro deste ano, com salário de R$ 3,4 mil. No entanto, seu nome ainda constava como servidor ativo no portal da transparência até esta semana, pois a publicação da exoneração no Diário Oficial ainda não foi concluída, conforme explicou a equipe do deputado, que atribuiu o atraso aos trâmites internos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Em nota, a assessoria afirmou que o deputado “apoia todas as investigações” e que Kleber apresentou todos os documentos legais exigidos no momento da contratação, inclusive certidões negativas cível e criminal. Ressaltou ainda que qualquer medida adicional será tomada somente após decisão judicial definitiva (com trânsito em julgado).

Kleber será julgado por homicídio em júri popular

No próximo dia 27 de junho, Kleber Ferraz e seu comparsa Hueder Marcos de Almeida enfrentarão o Tribunal do Júri, conforme decisão da juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. Ambos são acusados de sequestrar e assassinar Thiago após ele sair de uma delegacia.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Thiago foi abordado após sair do CISC/Norte, onde havia sido detido pela Polícia Militar por posse de drogas. Kleber teria forçado a vítima a dirigir até uma clínica particular, onde foi dopado e torturado. No local, apelidado de “quarto 1408”, ele teria recebido à força uma mistura de medicamentos controlados preparados por Hueder, o que causou sua morte.

Os acusados, ainda conforme o MP, ocultaram o corpo nas proximidades do Distrito da Guia e tentaram encenar um falso “encontro de cadáver” para justificar o crime. A denúncia destaca o motivo torpe, o uso de meios cruéis, e o abuso da condição de funcionário público por parte de Kleber.

Transparência e Resposta do Deputado

A exoneração só foi confirmada oficialmente pela assessoria do deputado nesta terça-feira (11.06), após questionamento da imprensa sobre o vínculo de Kleber com o gabinete. A nota afirma que todas as providências legais foram tomadas tão logo o caso veio à tona.

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