A audiência pública realizada nesta quarta-feira (11) na Câmara dos Deputados com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terminou antes do previsto após um acalorado confronto com parlamentares da oposição. O encontro, que tinha previsão de durar cinco horas, foi interrompido antes de completar três, após uma troca de acusações entre o ministro e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ).
Os deputados bolsonaristas criticaram duramente a política econômica do governo Lula e deixaram o plenário sem aguardar a resposta do ministro, o que elevou a tensão da sessão. Em resposta, Haddad classificou a postura dos parlamentares como desrespeitosa:
“Vim aqui com dados oficiais para um debate sério. Fugir do diálogo e usar a tribuna apenas para gerar conteúdo de internet é atitude imatura. Isso não contribui com a democracia”, afirmou o ministro.
Haddad ainda sugeriu que os demais parlamentares presentes repassassem sua mensagem aos colegas ausentes:
“Que levem um recado ao Nikolas e ao Jordy, para que se aprofundem no entendimento das contas públicas brasileiras.”
A declaração provocou reação imediata do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), que criticou o uso do termo “molecagem”. Haddad retrucou dizendo que “mentir e fugir da verdade é que representa desrespeito”.
Momentos depois, Carlos Jordy retornou ao plenário e respondeu de forma incisiva, elevando ainda mais o tom do debate:
“Moleque é o senhor, ministro. Por ter aceitado um cargo desse porte com pouca formação em economia e ter produzido o maior déficit fiscal da história, depois de um governo que enfrentou uma pandemia e entregou superávit. O senhor não pode vir aqui e desrespeitar o Parlamento. Moleque é o senhor.”
Diante da escalada nas tensões e da falta de condições para dar continuidade ao debate, a sessão foi encerrada de forma antecipada.




