O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reafirmou sua decisão de não manter o uso de radares eletrônicos na capital. Segundo ele, a gestão está aguardando o encerramento do contrato com a atual empresa responsável pela fiscalização de velocidade para iniciar o processo de substituição dos aparelhos por lombadas eletrônicas.
Brunini explicou que o contrato em vigor está prestes a terminar e não será renovado. A intenção é abrir uma licitação ou aderir a uma ata de registro de preços para viabilizar a contratação de uma nova empresa, responsável pela instalação dos novos dispositivos.
“Não quero mais radares em Cuiabá. Pretendo substituí-los por lombadas eletrônicas, onde o motorista pode ver a velocidade ao passar. É uma forma mais educativa de fiscalização”, afirmou o prefeito.
Ao ser questionado sobre os custos para o município, Brunini reconheceu que as lombadas eletrônicas têm um valor mais elevado para os cofres públicos, mas ressaltou que essa alternativa é menos onerosa para o cidadão. Para ele, os radares atuais são “escondidos” e funcionam como uma forma de punição, e não de conscientização no trânsito.
“As lombadas eletrônicas são mais visíveis, têm um display que mostra a velocidade, e isso ajuda a educar. Já os radares escondidos acabam servindo apenas para aplicar multas. Se o objetivo é reduzir a velocidade, o modelo atual não está funcionando como deveria”, completou o gestor.
A proposta ainda está em fase de planejamento e depende da finalização dos trâmites legais para contratação da nova tecnologia de monitoramento.




