A Copa do Mundo de 2026 promete entrar para a história não apenas pelo número recorde de seleções participantes, mas também pelos desafios logísticos impostos pelas grandes distâncias entre as cidades-sede. Pela primeira vez, o principal torneio do futebol mundial será realizado simultaneamente em três países: Estados Unidos, Canadá e México.
Com jogos distribuídos por 16 cidades, o Mundial deste ano registrará a maior distância entre sedes já vista na história da competição. O caso mais extremo envolve Vancouver, no Canadá, e Miami, nos Estados Unidos, separadas por aproximadamente 4.500 quilômetros em linha reta.
A dimensão territorial do torneio chama atenção até mesmo em comparação com o Brasil. Para se ter uma ideia, a distância entre Manaus e Miami é menor do que a existente entre Vancouver e a cidade norte-americana.
Longas viagens desafiam seleções
A extensa distribuição geográfica dos jogos impactará diretamente o planejamento das equipes durante a fase de grupos. Deslocamentos aéreos longos e mudanças frequentes de cidade passarão a fazer parte da rotina das delegações.
Entre todas as seleções classificadas, a Bósnia e Herzegovina será a que enfrentará a maior maratona de viagens na primeira fase. A equipe deverá percorrer mais de 5 mil quilômetros entre seus três compromissos iniciais.
A Seleção Brasileira também terá uma logística considerável. A equipe comandada por Carlo Ancelotti deverá viajar cerca de 1.760 quilômetros durante a fase de grupos, distância superior à percorrida por seleções favoritas como França e Argentina, que terão deslocamentos inferiores a 800 quilômetros.
Na outra ponta do ranking aparece o Egito. A seleção africana será a que menos viajará na primeira fase, com aproximadamente 380 quilômetros percorridos entre suas partidas.
Recorde supera edições anteriores
O Mundial de 2026 supera marcas registradas em outras edições históricas da competição. O recorde anterior pertencia à Copa do Mundo de 1994, também realizada nos Estados Unidos, quando as grandes distâncias entre as sedes já representavam um desafio para atletas e comissões técnicas.
O Brasil aparece duas vezes entre os torneios com maiores deslocamentos internos. Na Copa de 2014, por exemplo, Fortaleza e Porto Alegre estavam separadas por cerca de 3.200 quilômetros. Já no Mundial de 1950, realizado em território brasileiro, a distância entre Recife e Porto Alegre era de aproximadamente 3 mil quilômetros.
Contraste com o Catar
Se a edição de 2026 será marcada pelas longas viagens, a Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar, representou exatamente o oposto.
Naquele torneio, as cidades-sede estavam localizadas em um território reduzido, permitindo que torcedores e delegações se deslocassem rapidamente entre os estádios. A maior distância entre duas sedes catarianas não chegava a 70 quilômetros.
A ampliação do número de participantes e a realização do torneio em três países transformaram a Copa de 2026 em um desafio sem precedentes para atletas, equipes técnicas e torcedores, consolidando a competição como a mais extensa e geograficamente abrangente da história do futebol mundial.




