A Colômbia volta às urnas no próximo domingo (21) para definir quem comandará o país pelos próximos quatro anos. A disputa do segundo turno coloca frente a frente o senador Iván Cepeda, representante da esquerda e aliado do presidente Gustavo Petro, e o advogado Abelardo de La Espriella, candidato da extrema-direita que conta com o apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De La Espriella terminou na liderança, abrindo vantagem de aproximadamente 673 mil votos sobre Cepeda. A eleição mobilizou pouco mais da metade do eleitorado, já que o voto na Colômbia é facultativo. A participação foi de cerca de 57% entre os mais de 41 milhões de eleitores aptos.
Disputa tem reflexos na política regional
Além de definir os rumos da Colômbia, o resultado do pleito é acompanhado com atenção pelos demais países da América do Sul devido ao impacto que poderá ter nas relações diplomáticas da região.
Especialistas avaliam que uma vitória de Abelardo de La Espriella poderá fortalecer o alinhamento colombiano com a política externa defendida pelo governo de Donald Trump, especialmente em temas relacionados à segurança, combate ao narcotráfico e imigração.
Já uma eventual eleição de Iván Cepeda representaria a continuidade do projeto político iniciado por Gustavo Petro e do Pacto Histórico, primeira coalizão de esquerda a chegar ao comando do país, preservando a aproximação diplomática com governos como os de Brasil e México.
País enfrenta desafios na segurança
A eleição acontece em um momento de grandes desafios para a Colômbia. O país ainda convive com conflitos envolvendo grupos armados e episódios de violência política, apesar das iniciativas do governo Petro por meio da política de “Paz Total”.
Ao mesmo tempo, indicadores econômicos mostram estabilidade, com crescimento dos salários e aprovação de reformas trabalhista e previdenciária que ampliaram direitos para trabalhadores e aposentados.
Perfis dos candidatos
Iván Cepeda exerce o terceiro mandato como senador. Filósofo e defensor dos direitos humanos, ele é filho do ex-senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 durante um período marcado por forte violência política no país.
Já Abelardo de La Espriella é advogado, empresário e disputa sua primeira eleição. Admirador do presidente argentino Javier Milei, ele defende maior aproximação da Colômbia com os Estados Unidos e Israel, além de políticas mais rígidas no enfrentamento ao crime organizado e à imigração irregular.
Cenário permanece aberto
Embora De La Espriella tenha recebido o apoio da candidata Paloma Valencia, terceira colocada no primeiro turno, analistas consideram que o resultado ainda permanece indefinido.
Parte do eleitorado de centro poderá ser decisiva na reta final da campanha, enquanto fatores como a mobilização dos eleitores e o comparecimento às urnas poderão influenciar diretamente o desfecho da disputa presidencial.
A expectativa é de uma eleição bastante equilibrada, semelhante ao cenário registrado em 2022, quando Gustavo Petro conseguiu reverter a disputa no segundo turno e se tornou o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.
**Informações via Agência Brasil




