O vereador afastado de Cuiabá, Chico 2000, recebeu a carta de anuência do Partido Liberal (PL) ainda em fevereiro deste ano, o que lhe garantia liberdade para deixar a legenda sem sofrer sanções partidárias. A informação foi confirmada pelo presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Martins.
Segundo o dirigente, a concessão do documento atendeu a um pedido formal do parlamentar e não tem qualquer relação com a Operação Perfídia, que resultou em seu afastamento da Câmara Municipal dois meses depois, em abril. Mesmo com a carta em mãos, Chico 2000 optou por continuar filiado ao partido.
“A carta foi entregue a ele ainda em fevereiro. A decisão não tem relação com operação alguma”, afirmou Ananias. Ele também destacou que o partido só concede esse tipo de liberação mediante justificativas consideradas válidas, como ocorreu no caso do vereador.
Ainda conforme o presidente estadual da sigla, a saída de um parlamentar eleito não compromete a atuação política do partido, que segue suas diretrizes com base na responsabilidade e alinhamento de seus quadros.
Operação Perfídia
O afastamento de Chico 2000 foi determinado no dia 29 de abril, durante a deflagração da Operação Perfídia, que apura suspeitas de corrupção em contratos de obras públicas na capital mato-grossense.
Além de Chico, o vereador Sargento Joelson (PSB) também foi atingido pela operação e está afastado de suas funções parlamentares. As investigações apontam indícios de favorecimento em processos licitatórios e o possível recebimento de vantagens indevidas por parte dos envolvidos.
As apurações continuam sob sigilo, e ainda não há previsão para a retomada dos mandatos dos parlamentares. Enquanto isso, suplentes assumem temporariamente os cargos na Câmara Municipal de Cuiabá.




