quinta-feira, setembro 10, 2026
37 C
Cuiabá
spot_img
NOTÍCIACesta básica cai em 25 capitais, mas Cuiabá ainda está entre as...

Cesta básica cai em 25 capitais, mas Cuiabá ainda está entre as mais caras do país

Capital mato-grossense registrou redução de 3,37% em agosto, mas teve uma das maiores altas no acumulado de um ano

🕒 Publicado em 10/09/2026 às 13:30

O preço da cesta básica apresentou queda em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em agosto. Apesar do recuo registrado no mês, Cuiabá permanece entre as capitais onde o custo dos alimentos básicos está mais elevado no país.

O levantamento é realizado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Cuiabá, o valor médio da cesta chegou a R$ 851,57, o segundo maior entre as capitais pesquisadas. Em relação a julho, houve redução de 3,37%.

As únicas capitais que registraram aumento no custo da cesta em agosto foram Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, onde o avanço foi de 0,78%.

Cuiabá teve uma das maiores quedas no mês

Além de Cuiabá, outras capitais apresentaram reduções expressivas no custo dos alimentos em agosto.

As maiores quedas foram registradas em:

  • Rio Branco: -4,68%
  • Manaus: -4,55%
  • Boa Vista: -4,47%
  • Aracaju: -3,89%
  • Cuiabá: -3,37%
  • Salvador: -3,30%

Entre os produtos que contribuíram para o recuo dos preços está a batata, que apresentou redução em todas as cidades do Centro-Sul analisadas pela pesquisa.

O preço médio do café em pó também caiu, com redução registrada em 23 capitais. O tomate e o feijão foram outros alimentos que contribuíram para diminuir o custo da cesta no mês.

Na direção contrária, produtos como pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha ficaram mais caros na maior parte das capitais pesquisadas.

Preço ainda está acima do registrado há um ano

Apesar da redução mensal, o cenário muda quando a comparação é feita com agosto do ano passado.

Nesse período, o custo da cesta básica aumentou em 25 capitais brasileiras. As únicas exceções foram Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com redução de 0,27%.

As maiores altas no período de 12 meses foram registradas em:

  • Goiânia: +7,51%
  • Cuiabá: +6,42%
  • Vitória: +6,26%

O resultado mostra que a queda observada em agosto ainda não foi suficiente para compensar os aumentos acumulados ao longo do último ano em grande parte das capitais.

São Paulo tem a cesta mais cara

A cidade de São Paulo continuou liderando o ranking das capitais com a cesta básica mais cara em agosto.

O custo médio chegou a R$ 900,59.

Na sequência apareceram:

  1. São Paulo: R$ 900,59
  2. Cuiabá: R$ 851,57
  3. Rio de Janeiro: R$ 851,19
  4. Florianópolis: R$ 850,90

Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, a composição da cesta utilizada na pesquisa é diferente.

Os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

Salário mínimo necessário seria de R$ 7,5 mil

Com base no custo da cesta básica mais cara e nos parâmetros previstos na Constituição, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário seria de R$ 7.565,86.

O valor calculado é aproximadamente 4,67 vezes superior ao salário mínimo de R$ 1.621,00 informado no levantamento.

A estimativa considera que o salário mínimo deveria ser suficiente para atender às despesas essenciais de uma família, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

COLUNAS
spot_img
NOTICIAS
spot_img
LEIA MAIS