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Anvisa amplia uso de vacina contra meningite para bebês a partir de 6 semanas

MenQuadfi passa a ser indicada também para crianças pequenas contra os sorogrupos A, C, W e Y; agência aprova ainda medicamento para reduzir toxicidade do metotrexato

🕒 Publicado em 09/09/2026 às 09:35

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi, permitindo seu uso em crianças a partir de 6 semanas de vida. O imunizante já era utilizado em outras faixas etárias e agora passa a contemplar também bebês na prevenção da doença meningocócica invasiva.

A vacina protege contra infecções provocadas pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis e é administrada por via intramuscular.

A ampliação é especialmente relevante para os primeiros meses de vida, período em que bebês estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.

Estudos avaliaram milhares de bebês

Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança do imunizante em aproximadamente 6 mil bebês, com idade entre 6 semanas e menos de 12 meses.

Os participantes receberam pelo menos uma dose da vacina, seguindo diferentes esquemas de vacinação.

Também foram considerados dados de pouco mais de 5 mil crianças que receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses de idade.

De acordo com a agência reguladora, os resultados apresentaram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem a identificação de novas preocupações relevantes relacionadas à segurança do produto.

Meningite pode evoluir rapidamente

A Neisseria meningitidis é uma bactéria que pode colonizar o sistema respiratório superior e ser transmitida por meio de gotículas de secreções.

Em muitos casos, a presença da bactéria pode não provocar sintomas. Entretanto, em determinadas situações, o microrganismo consegue invadir a corrente sanguínea e causar a chamada doença meningocócica invasiva.

A infecção pode apresentar evolução rápida e provocar complicações graves, inclusive levar à morte.

Segundo informações da Anvisa, a letalidade da doença fica em torno de 10%, enquanto entre 10% e 20% dos sobreviventes podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes.

Bebês e crianças pequenas, principalmente durante o primeiro ano de vida, estão entre os grupos considerados mais suscetíveis às formas graves da infecção.

Anvisa também aprova novo medicamento

Além da ampliação da indicação da vacina, a Anvisa aprovou o registro do Voraxaze (glucarpidase).

O medicamento é indicado para reduzir concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes que apresentam insuficiência renal aguda ou atraso na eliminação da substância pelo organismo.

A autorização contempla o uso em adultos e crianças com mais de 28 dias de vida.

Medicamento atua sobre o metotrexato

O metotrexato é um imunossupressor utilizado em altas doses no tratamento de determinados tipos de câncer.

Quando o paciente apresenta comprometimento da função dos rins ou demora para eliminar o medicamento, a substância pode se acumular no organismo e aumentar o risco de toxicidade grave.

O glucarpidase é uma enzima recombinante que atua quebrando o metotrexato e reduzindo rapidamente sua concentração no sangue.

De acordo com a Anvisa, esse mecanismo permite que a substância seja eliminada por uma via alternativa à renal, oferecendo uma opção terapêutica para pacientes que apresentam níveis tóxicos do quimioterápico.

Duas decisões na área da saúde

As decisões anunciadas pela Anvisa envolvem produtos destinados a situações distintas.

De um lado, a ampliação da indicação da MenQuadfi aumenta a faixa etária contemplada pela vacina contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y.

De outro, o registro do Voraxaze disponibiliza uma alternativa para reduzir rapidamente a concentração de metotrexato em pacientes com risco de toxicidade associado à eliminação inadequada do medicamento.

**Informações via Agência Brasil

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