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NOTÍCIACentro-Oeste revela baixo reconhecimento em educação financeira, aponta pesquisa

Centro-Oeste revela baixo reconhecimento em educação financeira, aponta pesquisa

Apesar da falta de entendimento, maioria reconhece importância do tema e busca manter controle das finanças pessoais

🕒 Publicado em 22/07/2025 às 17:12

A maioria da população do Centro-Oeste reconhece que possui pouco ou nenhum conhecimento sobre educação financeira, apesar de considerar o tema essencial para a vida pessoal e profissional. A constatação é da 17ª edição do Observatório Febraban, levantamento semestral realizado pelo Instituto IPESPE a pedido da Federação Brasileira de Bancos.

Segundo a pesquisa, 56% dos moradores da região admitem não dominar assuntos como controle de gastos, organização orçamentária, investimentos e poupança. Ainda assim, 85% afirmam que a educação financeira é muito importante, e 72% acreditam que um bom planejamento contribui para realizar metas e sonhos pessoais.

O cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, comenta que os temas educação financeira e endividamento estão diretamente ligados:

“A falta de controle dos gastos empurra muitas pessoas para o endividamento. E esse descontrole aumenta o risco de inadimplência”, observa.

Endividamento e saúde emocional

O levantamento aponta que 36% dos entrevistados estão atualmente endividados. Dentre eles, 33% acreditam que encerrarão 2025 ainda mais endividados, enquanto 42% projetam uma redução das dívidas até o fim do ano. Para 49% dos endividados, é possível quitar os débitos até dezembro; outros 44% acham que isso vai levar mais tempo, chegando até 2026 ou além.

O peso das dívidas também afeta o emocional: 74% dos endividados afirmam que suas finanças impactam negativamente sua saúde mental e qualidade de vida.

Hábitos de poupança e crédito

Mesmo diante das dificuldades, 59% dos entrevistados da região afirmam guardar dinheiro ou investir sempre que possível — sendo 31% com frequência e 28% de forma eventual. Por outro lado, 27% relatam não ter condições financeiras para poupar, embora gostariam de fazê-lo.

O uso de crédito também é um comportamento comum: 54% dizem utilizar algum tipo de crédito pessoal, com o cartão de crédito liderando como principal ferramenta (61%).

Sobre a pesquisa

O Observatório Febraban entrevistou 3 mil pessoas entre os dias 12 e 26 de junho de 2025, abrangendo todas as regiões do Brasil. O objetivo foi entender a relação dos brasileiros com temas como educação financeira, planejamento pessoal, uso do crédito e fontes de informação sobre finanças.

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