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Carlos Bezerra rompe com governo Mauro Mendes e critica abandono das políticas sociais

Líder do MDB em Mato Grosso acusa gestão estadual de negligenciar área social e exclui legenda da administração; governo nega retaliação partidária

🕒 Publicado em 07/08/2025 às 08:25

O presidente estadual do MDB, Carlos Bezerra, anunciou o rompimento político com o governo de Mauro Mendes (União) e fez duras críticas à condução da gestão, especialmente no que diz respeito às áreas sociais. Segundo o líder emedebista, a administração estadual tem priorizado obras de infraestrutura, como pontes e pavimentação, em detrimento de políticas voltadas para o bem-estar da população.

“A pauta social deveria estar acima de obras de asfalto e ponte”, afirmou Bezerra, reforçando o descontentamento com os rumos do governo. Ele ainda acusou a gestão de ter afastado completamente o MDB de espaços na estrutura estadual, responsabilizando diretamente o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) por esse afastamento.

De acordo com Bezerra, o partido esperava ocupar dois cargos no alto escalão do Executivo, mas acabou sem nenhum. “Havia uma expectativa de duas secretarias. Ficamos com uma e, aos poucos, também fomos sendo empurrados para fora dela”, disse, insinuando que Pivetta teve papel direto nesse processo, sem mencioná-lo nominalmente.

O ex-deputado ainda destacou que a maneira como a deputada estadual Janaina Riva (MDB) foi tratada também contribuiu para o distanciamento. As críticas surgem em meio às articulações políticas que começam a se formar para a eleição de 2026, sinalizando um realinhamento da sigla no cenário estadual.

Apesar de o partido ainda contar com parlamentares na base governista, como os deputados Dr. João, Thiago Silva e Juca do Guaraná, Bezerra deixou claro que a direção do MDB não se sente mais representada pela atual gestão.

Resposta do Governo

Em resposta às declarações, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, negou que tenha ocorrido qualquer tipo de expulsão do MDB da administração estadual. Ele explicou que a mudança na Secretaria de Agricultura Familiar foi motivada por denúncias envolvendo a gestão da pasta, e não por questões partidárias.

“O MDB não foi excluído. O que houve foi uma substituição necessária por conta de problemas identificados na secretaria”, afirmou. Garcia também frisou que o governo mantém uma relação próxima com parlamentares emedebistas que continuam alinhados com a gestão, como Dr. João e Juca do Guaraná.

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