Uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas após disparos atribuídos ao Talibã afegão atingirem residências civis e um mercado na região do Waziristão, no Paquistão, próximo à fronteira com o Afeganistão. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28) por uma autoridade administrativa paquistanesa.
Segundo o vice-comissário do Waziristão do Sul, as forças do Paquistão responderam aos disparos registrados na terça-feira (27), classificados pelas autoridades locais como não provocados. Em publicação na rede social X, o representante afirmou que a reação militar estava ocorrendo de maneira eficaz e contundente.
O porta-voz do Talibã afegão, Zabihullah Mujahid, não havia respondido imediatamente aos pedidos de esclarecimento feitos pela agência Reuters.
Tensão na fronteira volta a aumentar
O episódio ocorre poucos dias depois de representantes do Talibã afirmarem que as divergências com o Paquistão poderiam ser resolvidas por meio do diálogo diplomático.
Apesar das declarações, os dois países têm registrado confrontos cada vez mais frequentes, em meio a acusações relacionadas à atuação de grupos militantes na região fronteiriça.
O governo paquistanês acusa as autoridades afegãs de permitir que militantes utilizem o território do Afeganistão como refúgio para organizar ataques contra alvos no Paquistão.
O Talibã rejeita as acusações e afirma que a violência extremista em território paquistanês constitui um problema interno do país vizinho.
Confrontos já provocaram centenas de mortes
Paquistão e Afeganistão, que anteriormente mantinham relações de cooperação, passaram a enfrentar um período de crescente hostilidade. A segurança nas áreas próximas à fronteira tornou-se um dos principais pontos de tensão entre os governos.
Os confrontos registrados ao longo deste ano já provocaram centenas de mortes, segundo as informações divulgadas sobre a crise.
A continuidade dos ataques contra áreas habitadas aumenta a preocupação com a segurança dos civis e com a possibilidade de novos episódios de violência.
Enquanto as autoridades paquistanesas afirmam responder militarmente às incursões, a perspectiva de uma solução diplomática permanece incerta diante das acusações mútuas e da intensificação dos confrontos.




