O ex-investigador da Polícia Civil e atual assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Kleber Ferraz Albues, enfrentará julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 27 de junho, às 9h, em Cuiabá. Ele responde pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro qualificado e falsidade ideológica, em conexão com a morte do músico Thiago Festa Figueiredo, ocorrida em 2011.
Mesmo com o processo criminal em curso, Kleber foi nomeado assessor do deputado estadual Júlio Campos (UNIÃO) em fevereiro de 2025.
Também será julgado Hueder Marcos de Almeida, técnico em informática, apontado como cúmplice. Ele responderá pelos mesmos crimes, exceto homicídio qualificado, que no seu caso será julgado na forma simples.
Entenda o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Thiago foi detido por posse de entorpecentes em dezembro de 2012 e, após passar pelo CISC Norte, teria sido levado à força à clínica de reabilitação JKR por Kleber Albues. Lá, ele foi supostamente medicado com substâncias controladas, mesmo após alertar sobre alergias, o que teria levado à sua morte horas depois no chamado “quarto da disciplina”.
Ainda de acordo com a acusação, o corpo de Thiago foi abandonado em uma área rural nos arredores do Distrito da Guia, numa tentativa de simular um “encontro casual de cadáver”. Para sustentar a versão, os envolvidos teriam falsificado registros e omitido informações à família da vítima, apresentando a morte como consequência de uma overdose e a internação como voluntária.
Kleber e Hueder chegaram a ser absolvidos em primeira instância, mas a decisão foi reformada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que acolheu recurso do Ministério Público. Tentativas posteriores de reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram negadas, mantendo a determinação do julgamento popular.




