Max Russi defende CPI para investigar contratos de crédito consignado com prejuízos a servidores
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), declarou apoio a uma investigação profunda sobre denúncias envolvendo contratos de crédito consignado que podem ter causado prejuízos a servidores públicos estaduais. Segundo ele, se houver o apoio necessário de parlamentares, a Casa pode abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.
“Se forem reunidas as oito assinaturas, terei total disposição em instalar uma CPI. A Assembleia acompanhará todo o processo. Confio plenamente no trabalho do Tribunal de Contas, dos Ministérios Públicos e da Polícia Civil. Esperamos que essas instituições conduzam as investigações com rigor”, afirmou Russi.
As denúncias surgiram após a divulgação de um relatório do Procon Estadual, que apontou diversas práticas abusivas em contratos com a empresa Capital Consig. Entre as irregularidades identificadas estão a liberação de valores menores que os contratados, repasses a instituições financeiras não autorizadas e falta de acesso dos servidores aos próprios contratos.
Para o parlamentar, é fundamental que haja responsabilização tanto das empresas envolvidas quanto das instituições financeiras. “Se houve prática ilegal, os culpados devem ser punidos. Não se trata de um caso envolvendo instituições públicas, como no âmbito federal. Aqui estamos lidando com bancos e empresas privadas, o que permite rastrear e recuperar os recursos perdidos pelos servidores”, destacou.
Max Russi explicou que, se a CPI for instaurada, a função da Assembleia será reunir informações e encaminhar os resultados para os órgãos de controle. “A CPI fará oitivas, coleta de documentos e, ao final, entregará um relatório com base nos fatos apurados, fortalecendo a atuação das instituições competentes. Nosso compromisso é com a transparência e com a proteção dos direitos dos servidores estaduais”, concluiu.




