O Irã viveu um dos episódios mais críticos de sua história digital. Na noite de terça-feira (17.06), o país foi praticamente desconectado do mundo. Relatórios da NetBlocks indicam que o tráfego de internet despencou para apenas 3% do normal, impactando desde redes móveis e fixas até sites oficiais, sistemas bancários e câmeras de vigilância. A medida, classificada como uma resposta de “segurança nacional”, levanta dúvidas sobre uma possível ofensiva cibernética coordenada por Israel.
O colapso digital ocorreu logo após rumores de que o serviço de inteligência israelense, o Mossad, teria conduzido uma operação contra estruturas estratégicas do regime iraniano. Um dos alvos teria sido a sede da emissora estatal IRIB, que saiu do ar após um ataque aéreo de precisão. O grupo hacker Predatory Sparrow, ligado a ações anteriores atribuídas a Israel, reivindicou novos ataques, incluindo ao banco estatal Sepah.
Nas redes sociais, surgiram teorias de que o Mossad teria invadido transmissões de televisão, mas nenhuma evidência sólida foi apresentada até o momento. Fontes da BBC e da Associated Press confirmam, porém, danos à emissora estatal por meios físicos.
Diante da ofensiva regional contra Israel por grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis, cresce a hipótese de uma guerra paralela: digital, silenciosa e sem rostos. Analistas apontam que o regime iraniano, ao cortar sua própria internet, tenta conter não só ameaças externas, mas também o risco de levantes internos — uma tática comum em regimes autoritários.
Com o país às escuras digitalmente, o episódio acende o alerta global: uma nova etapa da guerra entre Israel e Irã pode já estar em andamento — travada no ciberespaço e longe dos holofotes tradicionais.




