O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) anunciou uma nova diretriz que proíbe a participação de mulheres transgênero em categorias femininas em competições sob sua responsabilidade. A decisão foi oficializada na segunda-feira (21) por meio de uma atualização na Política de Segurança dos Atletas, e confirmada ao jornal The New York Times nesta terça-feira (22).
Embora a nova política não mencione explicitamente atletas trans, ela está alinhada à ordem executiva nº 14201, assinada em fevereiro pelo presidente Donald Trump, que veta a inclusão de pessoas trans em categorias esportivas que não correspondem ao sexo biológico registrado no nascimento.
O USOPC afirmou em nota que a decisão visa preservar a integridade esportiva:
“Estamos comprometidos com a proteção das oportunidades para atletas que participam do esporte. Continuaremos a trabalhar com o Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Paralímpico Internacional e federações nacionais para garantir um ambiente justo e seguro para as mulheres.”
A nova política cita como base legal a Lei Olímpica e do Esporte Amador Ted Stevens, legislação que rege a organização esportiva olímpica nos Estados Unidos.
Repercussão e contexto
A medida gerou reações divididas nos Estados Unidos e reacende o debate sobre inclusão, identidade de gênero e equidade no esporte de alto rendimento. Grupos de direitos LGBTQIA+ consideram a decisão discriminatória e excludente, enquanto apoiadores da medida alegam que a participação de atletas trans pode comprometer a justiça competitiva.
Nos bastidores, o USOPC afirmou que continuará monitorando diretrizes internacionais, especialmente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que tem adotado posições mais flexíveis em relação à inclusão trans nos esportes.




