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NOTÍCIAMinistro do STJ nega recurso e mantém afastamento do vereador Chico 2000

Ministro do STJ nega recurso e mantém afastamento do vereador Chico 2000

Parlamentar continuará fora do cargo por decisão do STJ; ele é investigado por suposto envolvimento em esquema de propina ligado à empresa HB20 Construções

🕒 Publicado em 21/07/2025 às 13:50

O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta segunda-feira (21) o pedido do vereador Chico 2000 (PL) para retornar ao cargo na Câmara Municipal de Cuiabá. A decisão mantém o afastamento de 180 dias, decretado pela Justiça de Mato Grosso, no âmbito de uma investigação sobre suposta cobrança de propina para aprovar projeto de interesse da empresa HB20 Construções Eireli.

A decisão do STJ seguiu o parecer do Ministério Público Federal (MPF), assinado pelo subprocurador-Geral da República, Augusto Aras, que apontou indícios robustos da participação do vereador no esquema, caracterizado por solicitação e recebimento de vantagem indevida.

“As instâncias ordinárias demonstraram a imprescindibilidade do afastamento do recorrente do cargo público, tanto para evitar a continuidade das atividades ilícitas quanto para garantir a apuração imparcial dos fatos”, destacou Aras.

Defesa contesta afastamento

A defesa de Chico 2000 alegava a falta de contemporaneidade dos fatos e questionava a ausência de justificativas concretas para o afastamento. No entanto, o ministro do STJ entendeu que a medida é necessária para proteger a legitimidade das funções legislativas e evitar qualquer interferência nas investigações.

Chico 2000 está afastado há mais de 80 dias, junto com o vereador Sargento Joelson (PSB), por determinação da juíza Edna Erdeli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).

Suposto esquema de propina

A investigação aponta que, em 2023, enquanto presidente da Câmara, Chico 2000 teria dado aval para que Joelson negociasse o pagamento de R$ 250 mil em propina. A quantia estaria vinculada à aprovação de um projeto que autorizava a renegociação de dívidas da Prefeitura de Cuiabá, possibilitando a emissão de certidões negativas e, com isso, o recebimento de recursos públicos destinados a empresas como a HB20, responsável pelas obras do Contorno Leste.

Áudios e mensagens trocadas entre Joelson e um representante da empresa revelariam que Chico 2000 tinha ciência das negociações. Um depósito via PIX no valor de R$ 150 mil teria sido feito a José Márcio da Silva Cunha, apontado como intermediário na operação.

Apesar das evidências apresentadas, nenhum dos vereadores foi ouvido ainda pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) desde a deflagração da operação, ocorrida em 29 de abril.

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