O ministro da Agricultura e Pecuária e presidente estadual do PSD em Mato Grosso, Carlos Fávaro, afirmou que o partido passa por um processo de reestruturação interna com foco nas eleições de 2026. A meta é renovar os quadros, ampliar a base política e tornar o PSD uma força expressiva no estado.
Sem revelar nomes, Fávaro adiantou que convites estão sendo feitos a lideranças que se identificam com a linha centro-esquerda. O objetivo é formar uma chapa competitiva tanto para a Assembleia Legislativa quanto para garantir sua própria reeleição ao Senado.
“Estamos reorganizando os quadros do PSD de forma orgânica, trazendo pessoas que nos orgulham. Vamos construir chapas fortes. Tenho convicção de que o PSD será uma grande sigla em 2026”, declarou o ministro.
Desafios e divergências internas
Apesar da movimentação positiva, o partido enfrenta desafios. O posicionamento político mais alinhado ao governo Lula tem gerado desconforto entre lideranças que preferem uma postura mais conservadora, como Margareth Buzetti e o deputado Nininho — este último já deixou a legenda.
Atualmente, o PSD conta com apenas um deputado estadual, Wilson Santos, após a saída de Nininho. Para recuperar espaço, o partido deve apostar em nomes novos como Rafaela Fávaro, ex-candidata a vice-prefeita de Cuiabá, e Irajá Lacerda, secretário-executivo do Ministério da Agricultura.
Articulações em andamento
No mês passado, a sigla promoveu um almoço político com lideranças como Júlio e Jayme Campos (União Brasil), que negaram qualquer intenção de filiação, classificando o encontro como uma visita de cortesia. Ainda assim, o gesto evidencia o esforço do partido em construir alianças e ampliar influência no cenário estadual.
Fávaro segue à frente do processo de renovação, apostando na oxigenação dos quadros e no fortalecimento da base partidária rumo a 2026.




